O prefeito de Maceió, Rodrigo Cunha, lançou nessa terça-feira (21) a Operação Lata Velha, programa que reúne o Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT), a Autarquia Municipal de Desenvolvimento Sustentável e Limpeza Urbana (Alurb) e a Secretaria Municipal de Segurança Cidadã (Semsc) para retirar sucatas das vias públicas e garantir a destinação ambientalmente adequada desses materiais.
Nesta primeira fase, a iniciativa será voltada exclusivamente para o recolhimento de sucatas, ou seja, estruturas que perderam completamente sua funcionalidade e já não podem ser consideradas veículos. A proposta é melhorar a mobilidade urbana, reforçar a segurança e contribuir para a organização dos espaços públicos.
Quem desejar solicitar o recolhimento ou denunciar a presença de sucatas abandonadas poderá entrar em contato com o DMTT pelo telefone 118 ou por meio das redes sociais do órgão.
Durante o lançamento, Rodrigo Cunha destacou que a operação busca solucionar um problema comum em diversas cidades brasileiras e reforça o compromisso da administração municipal com a qualidade dos espaços urbanos.
Segundo o prefeito, a ação também prevê a notificação de proprietários de imóveis e terrenos onde houver sucatas. A prioridade será que os responsáveis façam a retirada de forma voluntária dentro do prazo estabelecido. Caso isso não ocorra, a Prefeitura realizará a remoção do material.
Além do recolhimento nas ruas, o programa prevê a implantação da Central Municipal de Sucata, no Distrito Industrial. O local será destinado ao armazenamento dos materiais recolhidos pelas equipes e também receberá sucatas entregues voluntariamente pela população.
A criação da Operação Lata Velha ocorre em meio a um desafio crescente enfrentado pelo país em relação ao descarte de veículos em fim de vida. Estudos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), publicados no Journal of Environmental Management, estimam que o Brasil deverá gerar cerca de 5,2 milhões de veículos inutilizados por ano até 2030.
Atualmente, o país ainda não conta com um sistema estruturado para a destinação desse tipo de material, o que contribui para o acúmulo de sucatas em áreas públicas, gerando impactos na mobilidade urbana, no meio ambiente e na saúde pública.


