No cenário estimulado para presidente, Lula aparece com 57,5%. Flávio Bolsonaro tem 19%. Renan Santos registra 1,5%. Ronaldo Caiado e Augusto Cury aparecem com 0,5% cada. Romeu Zema e Joaquim Barbosa têm 0,25% cada. Nenhum soma 5%, e 15,5% não opinaram.
Esse número interessa diretamente à disputa pelo Governo de Alagoas.
Renan Filho já colocou Lula no centro da sua pré-campanha. Não é movimento novo. Ele sempre esteve no campo do presidente. Mas, agora, a expectativa é que Lula entre de forma mais direta na campanha, tanto na propaganda eleitoral quanto em atos presenciais no Estado.
E isso pode fazer diferença. A Falpe mostra Renan Filho e JHC empatados em 40% no cenário estimulado para o governo. Num quadro desse tamanho, qualquer deslocamento de dois ou três pontos pode alterar a narrativa da eleição.
A força de Lula em Alagoas pode dar a Renan Filho um ativo político importante. JHC tenta se apresentar como alternativa de gestão, com base forte em Maceió e discurso de oposição ao grupo dos Calheiros. Mas carrega um desafio: explicar ao eleitorado lulista, majoritário no Estado, qual é o seu palanque nacional.
Até agora, JHC tem evitado uma definição mais clara nesse campo. Já se movimentou no campo da direita, deixou o PL, foi para o PSDB e mantém alianças variadas. Mas a campanha nacional deve cobrar posição. Renan Filho não tem esse problema. Seu palanque é Lula.
O efeito Lula
O impacto de Lula pode aparecer de várias formas. Na propaganda, com pedido direto de voto para Renan Filho. Nos atos presenciais, especialmente em Maceió e no interior. E na associação da candidatura estadual com programas federais, obras, investimentos e transferência de renda.
Para Renan Filho, o efeito mais importante pode estar justamente onde ele mais precisa crescer: Maceió e região metropolitana.
As pesquisas mostram JHC mais forte na capital. Renan Filho, por sua vez, tem melhor desempenho no interior. Se Lula ajudar Renan Filho a reduzir a vantagem de JHC em Maceió, a eleição pode mudar de patamar.
Para JHC, o movimento inverso é mais difícil. Ele precisa crescer no interior, onde Renan Filho aparece com mais musculatura política, presença municipal e ligação com o governo estadual. É por isso que a presença de Lula pode ajudar a definir a eleição em Alagoas. Numa disputa empatada, o presidente pode virar fator de desempate.
Isso não significa que Lula eleja Renan Filho sozinho. Eleição estadual tem dinâmica própria, palanques locais, prefeitos, deputados, vereadores, rejeições e alianças. Mas ignorar o peso de Lula em Alagoas seria erro de leitura. A Falpe mostra um presidente forte no Estado e uma disputa estadual empatada. Esse é o ponto.
Se Lula entrar de corpo na campanha, Renan Filho ganha uma arma poderosa para tentar romper o empate. E JHC terá de decidir se continua no muro nacional ou se assume, de vez, o palanque que pretende carregar.
As pesquisas
Realizado entre os dias 12 e 20 de julho de 2026, com 5 mil pessoas, o novo levantamento do Instituto Falpe confirma o cenário de disputa acirrada para o Governo e o Senado em Alagoas.
A pesquisa para os cargos de governador e senador está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número AL-08123/2026. Para presidente, o registro é BR-01239/2026.
O levantamento foi feito por meio de entrevistas domiciliares, em zonas urbana e rural dos municípios alagoanos. A margem de erro é de 1,38 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
A amostra foi dividida por gênero e idade, com 5 mil entrevistas distribuídas em 102 regiões do Estado, segundo o relatório do instituto.
Fonte: Blog de Edivaldo Junior


