A empresária e lobista Roberta Luchsinger, de 41 anos, ganhou destaque no cenário político após ser citada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) durante o debate presidencial da Band, neste domingo (18). Ela é investigada pela Polícia Federal por suspeitas de tráfico de influência e tem relação de amizade com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A trajetória de Roberta na política ganhou repercussão em 2017, quando tentou doar R$ 500 mil em bens de luxo a Lula, em um episódio conhecido como “Bolsa Lula”. A iniciativa foi barrada pela Justiça. Em 2018, ela se filiou ao PT e disputou uma vaga de deputada estadual em São Paulo, mas não foi eleita.
Atualmente, Roberta é alvo de investigações relacionadas a suspeitas de irregularidades e tráfico de influência envolvendo órgãos federais. Ela também aparece nas apurações da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em descontos aplicados a aposentadorias e pensões do INSS. A empresária confirmou ter apresentado Lulinha ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, mas nega envolvimento em atividades ilícitas.
No debate, Flávio Bolsonaro questionou Lula sobre a relação entre Roberta e seu filho, além de cobrar explicações sobre o andamento das investigações.
O presidente afirmou que o caso é de responsabilidade da Polícia Federal e defendeu que os fatos sejam apurados. Roberta declarou que pretende buscar um acordo de delação premiada e fez críticas ao presidente, enquanto as defesas dos envolvidos negam irregularidades ou afirmam que as acusações precisam ser esclarecidas.


