O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta terça-feira (13) que o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, só poderá funcionar como está se a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informar à Justiça Eleitoral que o veículo integra oficialmente sua propaganda. Segundo o ministro, eventual irregularidade poderá responsabilizar a coligação e o presidente.
Na decisão, Nunes Marques também determinou que o setor de combate à desinformação do TSE monitore as publicações do canal e informe à Corte caso identifique conteúdos já classificados como fake news. Entre os temas citados estão o caso envolvendo Nossa Senhora Aparecida e a associação do senador Flávio Bolsonaro (PL) a milícias.
O canal foi criado e é administrado pelo deputado federal André Janones, com o objetivo de divulgar conteúdos favoráveis ao campo político de Lula. A campanha de Flávio Bolsonaro questionou o funcionamento do grupo e as publicações compartilhadas, dando início a uma disputa jurídica no tribunal.
Nunes Marques também marcou para as 15h30 desta terça-feira uma reunião com as equipes jurídicas das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro. O encontro ocorre em meio a uma série de questionamentos judiciais entre os dois lados e divergências no TSE sobre a condução dos processos relacionados à disputa eleitoral.


