Com o objetivo de ampliar a oferta de métodos contraceptivos na rede pública, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) promoveu, na última quinta-feira (8), uma capacitação para médicos da rede municipal de Maceió. O treinamento ocorreu no auditório do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Rostan Silvestre, na Jatiúca, e busca habilitar os profissionais para realizar a inserção e a retirada do dispositivo intrauterino (DIU). Atualmente, o procedimento é oferecido em 23 unidades de saúde e deverá chegar a outras 15 após a formação.
A ampliação do serviço pretende fortalecer as ações de planejamento familiar e reprodutivo na capital, garantindo às mulheres maior acesso a métodos contraceptivos de longa duração, seguros e eficazes, disponibilizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Durante a atividade, os médicos participaram de etapas teóricas e práticas. Inicialmente, foram apresentados às diretrizes do Ministério da Saúde para a utilização do método, aos protocolos clínicos e às orientações necessárias para a realização do procedimento. Na sequência, os profissionais tiveram a oportunidade de treinar as técnicas de inserção e retirada do dispositivo com o auxílio de manequins.
À frente da capacitação, a médica Paula Thaís, integrante da Estratégia Saúde da Família (ESF) do município, destacou que o treinamento é fundamental para preparar os profissionais para oferecer o procedimento nas Unidades Básicas de Saúde.
“Com mais locais fazendo esse procedimento, as mulheres podem ter um acesso mais facilitado ao método para promover seu planejamento familiar e reprodutivo, sendo ele um método eficaz e seguro”, ressaltou a profissional.
Como ter acesso ao DIU
As mulheres que desejam utilizar o dispositivo devem procurar uma das unidades de saúde habilitadas para o atendimento. No local, a usuária passa por uma avaliação clínica e recebe informações sobre o funcionamento do método, suas indicações, vantagens e possíveis efeitos adversos.
Para garantir a segurança da paciente, a colocação do DIU é precedida de uma avaliação criteriosa, que inclui a verificação das condições do útero, a exclusão de uma possível gravidez e a investigação de eventuais infecções. Depois da inserção, o acompanhamento é mantido e, aproximadamente duas semanas após o procedimento, a paciente realiza uma ultrassonografia para verificar o posicionamento do dispositivo.
Entre os exames solicitados estão a ultrassonografia pélvica, a colpocitologia oncótica, a cultura de secreção vaginal e o beta-HCG. Também é necessário assinar um termo de consentimento antes da colocação, confirmando que a usuária está ciente dos benefícios e dos possíveis efeitos adversos do método.
No dia do atendimento, a paciente deve apresentar documento oficial de identificação, CPF, Cartão SUS e comprovante de residência para realizar o procedimento.


