O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, nesse domingo (20), um artigo ao lado do presidente do Conselho Europeu, António Costa, do presidente do Quênia, William Ruto, e do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney. No texto, publicado pelo Financial Times, os líderes anunciam a criação do Parceiros para o Multilateralismo (P4M).
“A P4M não visa criar mais um bloco exclusivo ou mais uma burocracia internacional. Seu propósito é o oposto: criar uma estrutura flexível e aberta para países de diferentes regiões e tradições políticas que estejam dispostos a trabalhar além das divisões, construir coalizões para a reforma e traduzir princípios compartilhados em ações práticas”, informaram.
A iniciativa, defendem os quatro líderes, tem o objetivo de resgatar os ideais do multilateralismo em um momento que “a comunidade global está mais interdependente do que nunca, mesmo estando cada vez mais fragmentada e polarizada“.
O texto foi publicado a poucos dias da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que acontece nesta semana em Nova York, nos Estados Unidos.
No fórum, líderes das 193 nações que integram a ONU discutem os principais temas da comunidade internacional. Neste ano, os conflitos em curso no mundo devem ter destaque entre os discursos das lideranças mundiais que falam no encontro.
No texto, Lula, Costa, Ruto e Carney destacam o momento peculiar que o mundo atravessa. “Em 2025, registaram-se 65 conflitos armados entre Estados em 35 países, o número mais elevado desde 1946, enquanto as despesas militares globais atingiram o valor recorde de 2,9 bilhões de dólares”, afirmaram.
Os líderes também fazem uma crítica ao aumento dos gastos militares dos países, que em 2025 ultrapassou a margem de US$ 2,9 bilhões — o presidente Lula é um crítico frequente desta cifra e, em seu últimos discursos em fóruns internacionais, criticou o empenho dos países com gastos militares.
Fonte: Metrópoles


