A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno foi marcada por uma expressiva mudança no resultado das urnas. Em comparação com o primeiro turno, o petista conquistou 10,3 milhões de votos a mais, superando a soma dos pouco mais de 9 milhões de votos recebidos pelos candidatos que não avançaram na disputa. Flávio Bolsonaro (PL), por sua vez, ampliou sua votação em 3,7 milhões de votos.
Outro fator que contribuiu para o resultado foi a redução da abstenção. No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, cerca de 33 milhões de eleitores deixaram de votar. Já no segundo turno, no domingo (25), esse número caiu para aproximadamente 30 milhões, registrando a menor abstenção da história, conforme os dados apresentados.
A quantidade de votos brancos e nulos também apresentou queda, passando de 5,9 milhões no primeiro turno para 4,1 milhões no segundo. Com isso, os votos válidos aumentaram de 119 milhões para 124 milhões, uma diferença de cinco milhões. Ao todo, cerca de 14 milhões de votos estavam em disputa entre o primeiro e o segundo turno.
Em números absolutos, Lula passou de 53,8 milhões de votos na primeira etapa para 64,2 milhões na votação decisiva. Flávio Bolsonaro, por outro lado, saiu de 56,1 milhões para 59,8 milhões de votos, reduzindo a diferença em relação ao adversário, mas sem conseguir reverter o resultado.
O resultado entrou para a história política brasileira por representar uma virada inédita desde a redemocratização, segundo o texto. Lula venceu com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, garantindo uma vantagem de aproximadamente 4,4 milhões de votos.


