A corrida eleitoral para presidente da República está acirrada. Nas projeções de segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva aparece em empate técnico com Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado. Nos três cenários, o atual ocupante do Planalto disputa a liderança voto a voto com os principais adversários. Ocorre que, para haver segundo turno, os candidatos precisam passar, antes, pelo primeiro turno. Aí o panorama é outro.
Nesta terça-feira 28 saiu nova pesquisa Atlas-Intel sobre a disputa presidencial. E os números sinalizam que a chance de Lula ganhar a eleição na primeira rodada de votação é um dado objetivo da realidade. No cenário mais provável, o atual presidente tem 46,6% das intenções de voto. Flávio aparece em segundo com 39,7% do eleitorado.
A partir daí, do terceiro lugar em diante, nenhum concorrente chega sequer a 6% das preferências. Atrás de Flávio vem Renan Santos, do Missão, o partido criado pela turma do MBL. Ele tem 5,3% e está à frente, vejam só, de Caiado, com 3,3%, e Zema, com 3,1%. Todos os demais candidatos não alcançam 1% das citações pelos eleitores.
Com esse quadro, a disputa fica praticamente restrita a Lula e ao filho de Bolsonaro. Ou seja, quem se descolar e abrir vantagem sobre o segundo periga levar no primeiro turno. Reparem que, com 46,6% das intenções, o petista está a 3,4 pontos percentuais dos 50% mais um voto, o patamar que representa vitória em primeiro turno.
A empolgação inicial da direita, com Flávio virando competitivo, faz sentido, é claro. Mas as sucessivas pesquisas parecem indicar que o Zero Um bateu no teto. A torcida por uma disparada deixando Lula para trás não se confirmou. Pelo contrário. Do outro lado, a previsão de “derretimento” da candidatura de Lula era apenas errada.
Os nomes que poderiam embolar a briga têm números de candidatos nanicos. As opções de “terceira via” – Caiado e Zema – patinam lá atrás e não exibem força pra mudar o jogo. Aliás, a dupla aposta na mesma estratégia quando se trata de projetos para o país. A principal ideia dos dois para a sociedade é esculhambar o STF. Aí fica difícil.
Estamos a cinco meses e tanto da votação. É uma eternidade em política – e sabe-se lá o que vem por aí como novidades e surpresas neste Brasil lindo, trigueiro e imprevisível. A pesquisa traz a maquete do presente imediato. Amanhã, tudo isso pode mudar. Hoje, porém, Lula tem chance real de liquidar o jogo no primeiro tempo.
Fonte: Blog do Celio Gomes


