Foto: MARCELO GONÇALVES / FLUMINENSE FC
Reverter uma desvantagem na semifinal da Libertadores diante de um Palmeiras que nunca foi eliminado após vencer um jogo de ida em Libertadores na era Abel Ferreira não é uma missão que muitos times gostariam de enfrentar. Mas histórias desafiadoras fazem parte da trajetória do Fluminense. Apesar da derrota por 2 a 1 no Maracanã,…
Reverter uma desvantagem na semifinal da Libertadores diante de um Palmeiras que nunca foi eliminado após vencer um jogo de ida em Libertadores na era Abel Ferreira não é uma missão que muitos times gostariam de enfrentar. Mas histórias desafiadoras fazem parte da trajetória do Fluminense. Apesar da derrota por 2 a 1 no Maracanã, o time de Marcão tenta se apegar hoje, às 21h30, no Nubank Parque, aos sinais de esperança, como o gol da joia Wesley Natã nos minutos finais do jogo de ida, para chegar à sua terceira final no torneio — a última foi justamente no título de 2023. Afinal, como diria o rapper tricolor Filipe Ret, “só quem se arrisca merece viver o extraordinário”.
Com esse espírito de tudo ou nada, Martinelli deve ir para o sacrifício na partida mais importante da temporada até aqui. O volante sofreu uma torção no joelho esquerdo no duelo de ida, mas evoluiu no tratamento nos últimos dias. Prova disso é que ele viajou ontem com a delegação para São Paulo, assim como Germán Cano, e será reavaliado horas antes do confronto para saber se realmente tem condições de começar jogando.
A recuperação “relâmpago” do Moleque de Xerém é um dos motivos que fazem os tricolores acreditarem em uma reviravolta. Além disso, eles também podem se apegar às memórias do passado na Libertadores. Em 21 confrontos no mata-mata da competição, o Fluminense perdeu o jogo de ida em apenas seis oportunidades, mas se classificou em metade delas.
Um desses casos marcou uma das páginas mais históricas do clube. Na campanha do vice de 2008, o Fluminense de Renato Gaúcho havia perdido por 1 a 0 para o São Paulo, no Morumbi, pelas quartas de final. Na volta, no Maracanã, o atacante Washington, o “Coração Valente”, fez dois gols na vitória por 3 a 1, sendo o último aos 46 minutos do segundo tempo, para garantir uma classificação heroica.
Em 2013, o Fluminense também precisou reverter uma desvantagem na Libertadores, desta vez contra o Emelec-EQU. Após perder por 2 a 1 no Equador, o tricolor venceu por 2 a 0 no Rio e garantiu a classificação.
O exemplo mais recente veio em 2024, diante do Grêmio. Depois de ser derrotado por 2 a 1 em Porto Alegre, o Flu ganhou pelo mesmo placar no Maracanã e avançou nos pênaltis, por 4 a 2. Thiago Silva e Jhon Arias, ex-ídolo tricolor e hoje justamente no Palmeiras, marcaram os gols do Flu no tempo normal.
Agora ou nunca
O zagueiro, inclusive, já confirmou que esta será sua última Libertadores antes de se aposentar dos gramados e iniciar a carreira de treinador. Ele tem a chance de superar as mágoas do vice-campeonato de 2008, mas, para manter vivo o sonho de conquistar o torneio pela primeira vez, precisa superar o Palmeiras na semifinal.
— Eu não quero sair agora. Quero estar pelo menos em Montevidéu, disputando e tendo a oportunidade de jogar mais uma final. A gente sabe que a missão não é fácil, mas nada é impossível para quem trabalha certo — afirmou o capitão tricolor, que fará um “esforço” no jogo decisivo: — Não gosto de jogar no campo sintético, mas o Palmeiras é o menor culpado disso porque, a partir do momento em que é liberado e permitido, cada um faz o que quer.
Quatro mil tricolores esgotaram os ingressos para o setor visitante do Nubank Parque, mesma capacidade destinada aos palmeirenses no Maracanã. O Fluminense guarda boas recordações de quando “copou” fora de casa pela Libertadores. Em 2023, na semifinal do torneio, o tricolor venceu de virada o Internacional por 2 a 1, no Beira-Rio, com gols de John Kennedy e Cano. A ver se a história se repete hoje.


