A deputada estadual Fátima Canuto apresentou, na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), um projeto de lei que propõe reconhecer o Maracatu Baque Alagoano como Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado. A proposta tem como objetivo valorizar a história, a ancestralidade e a contribuição do grupo para a preservação e o fortalecimento da cultura afro-alagoana.
Criado em março de 2007, em Maceió, o Maracatu Baque Alagoano é uma associação cultural sem fins lucrativos que nasceu com a missão de revitalizar a tradição do maracatu em Alagoas. A iniciativa surgiu após uma oficina realizada no CENARTE, que despertou nos participantes o interesse em resgatar e fortalecer essa manifestação cultural, historicamente presente no território alagoano.
Ao longo dos anos, essa expressão cultural enfrentou um período de silenciamento, especialmente após o episódio do Quebra de 1912, conhecido também como Quebra de Xangô. O acontecimento foi marcado pela violência e perseguição às manifestações religiosas e culturais de matriz africana, deixando profundas consequências para a preservação dessas tradições no estado.
Na avaliação de Fátima Canuto, o reconhecimento oficial do grupo representa um avanço na valorização da identidade e da memória cultural de Alagoas. A parlamentar ressaltou a importância do trabalho desenvolvido pelos integrantes para manter viva uma tradição que atravessa gerações.
“O Maracatu Baque Alagoano representa resistência, ancestralidade e a força de uma cultura que faz parte da nossa história. É um grupo que trabalha para manter viva uma tradição, que continua presente graças à dedicação de pessoas comprometidas com a nossa cultura. Reconhecer esse patrimônio é valorizar nossas raízes e garantir que essa história seja conhecida e transmitida às próximas gerações”, destacou a deputada.
Com a apresentação da matéria, a parlamentar reafirma seu compromisso com a defesa e a preservação do patrimônio histórico e cultural alagoano. A iniciativa também destaca a importância de reconhecer as manifestações populares como elementos fundamentais da memória, da diversidade e da identidade do povo alagoano.
O projeto de lei seguirá os trâmites legislativos na Assembleia Legislativa de Alagoas, onde será analisado antes de uma eventual aprovação.


