O Brasil aderiu a um comunicado divulgado na Organização das Nações Unidas (ONU) que critica medidas adotadas por Israel na Cisjordânia. O documento, assinado por mais de 90 países e organizações internacionais, foi tornado público na terça-feira (17).
No texto, as nações manifestam preocupação com a ampliação de assentamentos judaicos — considerados ilegais à luz do direito internacional — e com o aumento de ações de segurança que afetam a população palestina no território.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que o Brasil e os demais signatários condenam “decisões e medidas unilaterais” que, segundo o comunicado, buscam expandir a presença israelense na Cisjordânia. O posicionamento sustenta que tais iniciativas contrariam obrigações assumidas por Israel no âmbito do direito internacional e devem ser revertidas de imediato.
O Itamaraty também reiterou a oposição a qualquer forma de anexação e a medidas que alterem “a composição demográfica, o caráter e o status do Território Palestino Ocupado desde 1967, incluindo Jerusalém Oriental”. De acordo com o comunicado, essas ações enfraquecem esforços diplomáticos em curso e colocam em risco a perspectiva de um acordo de paz duradouro na região.
O documento conjunto aponta que a recente ampliação do controle israelense sobre áreas da Cisjordânia viola normas internacionais e resoluções da própria ONU, reforçando o apelo por respeito ao direito internacional e pela retomada do diálogo em busca de estabilidade no Oriente Médio.


