Aos 15 anos, Ellen Beatriz Pereira enfrentou uma das batalhas mais difíceis de sua vida. E venceu. O que deveria ser apenas o início de uma nova fase, marcada pela chegada de sua bebê, transformou-se em dias de incerteza e medo. Ellen deu entrada no Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, no último dia 18 de março, com uma grave infecção decorrente de complicações no pós-operatório da cesariana. Depois de ficar internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por 25 dias, felizmente ela conseguiu se recuperar e recebeu alta médica, podendo retornar para a sua casa e reencontrar a filha recém-nascida.
“A infecção teve origem na cicatrização inadequada da incisão cirúrgica. Quando a ferida não evolui como esperado, abre-se espaço para a entrada de microrganismos, o que pode levar a quadros infecciosos severos, como o enfrentado pela adolescente. O caso exigiu intervenção imediata e cuidados intensivos”, explicou o diretor médico do HGE, Miquéias Damasceno.
Durante esse período, ela recebeu acompanhamento de uma equipe multidisciplinar composta por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e outros especialistas. Eles atuaram de forma integrada para controlar a infecção, promover a cicatrização da ferida e garantir sua recuperação clínica da paciente.
Serviço de Atenção à Pele e Feridas
Um dos pilares do tratamento foi o acompanhamento do Serviço de Atenção à Pele e Feridas (SAPF). A equipe especializada adotou técnicas avançadas de cuidado, entre elas o uso do curativo por pressão negativa, que é uma tecnologia que auxilia na remoção de secreções, reduz o risco de novas infecções e estimula a cicatrização de forma mais eficaz. O cuidado contínuo e criterioso foi essencial para a evolução positiva do quadro.
“A terapia por pressão negativa foi essencial para que ela não tivesse uma infecção maior no corpo, mas também utilizamos outras terapias, curativos especiais, para agilizar a cicatrização e podermos dar alta com segurança o mais breve possível”, pontuou a enfermeira da SAPF, Rosimeyre Costa.
Foram dias difíceis, marcados por apreensão e momentos de incerteza. A mãe de Ellen, Edenúsia Pereira da Silva, relembra o período com emoção. Ela conta que muitas vezes ficou esperando a notícia de que a sua filha não teria resistido, então alcançar o dia do retorno para casa representa muita alegria e emoção.
“Teve hora que eu pensei que não ia dar certo, que eu ia perder minha filha. Foi muito sofrimento. Eu não esperava mais levar a minha filha para casa, eu esperava receber a notícia de que ela estava morta. Mas ela está de volta em casa e com vida, podendo cuidar da filha dela. O meu coração agora bate com muita gratidão por todas as pessoas que trabalham no HGE para que ela se recuperasse”, disse Edenúsia, com os olhos marejados.
A recuperação, no entanto, veio como um alívio e uma vitória. Nesta terça-feira (14), Ellen recebeu alta hospitalar, levando consigo não apenas a superação de um quadro grave, mas também a oportunidade de finalmente viver plenamente a maternidade.
Para ela, o reencontro com a filha recém-nascida simboliza um novo começo. Em casa, ela vai contar com a atenção de uma equipe multidisciplinar do Município de Cacimbinhas para concluir o tratamento realizado com sucesso no HGE. Agora, o desejo da menor é cuidar, amar, recomeçar e estar presente na vida de sua bebê.


