Com dificuldade para fechar apoio com a maioria dos prefeitos, JHC tenta construir palanques alternativos em algumas cidades de Alagoas. O caminho passa por brigas locais, vereadores e pré-candidatos proporcionais do PSDB.
Onde o prefeito está com Renan Filho (MDB) ou próximo do grupo governista, o pré-candidato do PSDB tem buscado apoio em ex-prefeitos, vices rompidos, vereadores e adversários históricos das gestões municipais.
A estratégia ajuda a manter a campanha de rua viva, mesmo sem o apoio da máquina local. O movimento apareceu em União dos Palmares, em maio, com o ex-prefeito Kil Freitas. Rompido com o atual prefeito, Júnior Menezes, a quem apoiou na eleição, Kil precisa mostrar tamanho político na cidade.
Nos últimos dias, surgiram novos exemplos. No sábado (27/06), JHC esteve em Taquarana com o apoio do vice-prefeito Professor Gilberto, rompido com o prefeito Geraldo Cícero. O vice deixou o MDB, filiou-se ao PSDB e passou a integrar o grupo político ligado a JHC e Célia Rocha.
No domingo (28/06), a caminhada foi em Maragogi. JHC recebeu o apoio dos ex-prefeitos Marcos Madeira e Fernando Sérgio Lira. Os dois se uniram contra o grupo do atual prefeito Dani da Elba.
A lógica é parecida. Onde não tem o prefeito, JHC tenta montar palanque com quem faz oposição ao prefeito. Mas não tem sido fácil.
Renan Filho tem apoio da primeira força em cerca de 90% dos municípios e da segunda força em boa parte das demais cidades. Sobra pouca margem para o pré-candidato do PSDB manobrar.
Em outras cidades, a estratégia passa por vereadores, como em Delmiro Gouveia e São José da Tapera, ou por estruturas de pré-candidatos a deputado federal e estadual, como em Girau do Ponciano, Inhapi e municípios do Sertão.
O problema para JHC é que, além de restarem poucas opções de segunda força, o peso desses grupos varia de cidade para cidade. Em alguns casos, a oposição local pode ser competitiva. Em outros, serve mais para garantir presença, agenda e imagem de rua.
Para JHC, neste momento, isso já ajuda. O pré-candidato do PSDB precisa manter a campanha ativa no interior, especialmente num cenário em que Renan Filho avança no apoio de prefeitos, deputados e grupos regionais.
A outra frente da campanha tucana também começa a ficar mais clara: críticas mais duras ao governo Paulo Dantas e ao senador Renan Filho. Essa estratégia pode mobilizar setores da oposição. Mas também leva a disputa para outro patamar. E tudo indica que as respostas virão. Mas essa é outra história.
Fonte: Blog de Edivaldo Junior


