Motoristas e Monitoras que atendem as Creches Gigantinhos e escolas públicas municipais, de Maceió, ameaçam paralisar serviços por falta de pagamento
Para o desespero de centenas de mães dos alunos que frequentam algumas Creches do Gigantinho de Maceió, motoristas e monitores do transporte dos alunos, ameaçam paralisar as atividades por falta de pagamento. Creches como a CMEI Carmelita Gama, CMEI Breno Agra, CMEI Rodrigues Alves e Escola Municipal Aurélio Buarque de Holanda, estão entre as que podem iniciar as paralisações, segundo denúncias de um grupo de mães dos alunos que frequentam essas unidades escolares do município de Maceió.
Karolina Oliveira, moradora do Benedito Bentes, mãe de um aluno de uma escola municipal de Maceió, que está entre as unidades que ameaçam paralisar o serviço, explicou que foi até a Secretaria Municipal de Educação de Maceió e cobrou explicações sobre a situação das empresas que prestam serviços as escolas citadas. “Fui informada que os pagamentos das empresas foram feitos sexta-feira e que na segunda, o dinheiro iria estar na conta de algumas empresas. Infelizmente o pagamento foi feito apenas a algumas empresas e de forma parcelada. Tem empresas que está há amis de dois meses com salários e ticket alimentação atrasados” lamentou a mãe do aluno.
Janaina da Silva, também mãe de outro aluno, explicou que há alunos que estão em casa desde quinta-feira. “tem criança que já está a quatro dias sem ir para as escolas devido a paralisação do transporte escolar em algumas escolas. São crianças que não tem o que comer em casa e ficam na ansiedade de ir para a escola para ter o que comer”, ressaltou.
Karolina falou que um funcionário da Semed de Maceió, disse que se as empresas entrassem em greve eles irão cancelar os contratos firmados com a prefeitura. “Lutamos muito para termos um serviço de qualidade transportando os nossos filhos. Os motoristas são ótimos e as monitoras também. Agora ficar sem receber por quatro meses é um absurdo. Eles têm famílias para sustentar e boletos para pagarem. E se eles pararem o serviço, serão colocados para fora e aí como é que fica”, indagou.

Ela fez um apelo emocionado em um vídeo, onde pedia providências a Prefeitura de Maceió. “Senhor secretário, não se junte a certas pessoas não. O senhor chegou agora”, disse a mãe. karolina ressaltou ainda a precariedade do antigo serviço de transporte escolar “A empresa que estava, transportava cerca de 200 crianças no transporte escolar. É uma empresa dessa que o senhor quer?”, indagou a mãe.
A nossa equipe de reportagem entrou em contato com a Semed do município de Maceió, que ficou de mandar uma nota sobre o caso.


