A Secretaria de Estado das Mulheres de Alagoas (Semu) iniciou, nesta quarta-feira (22), o Percurso Formativo Territorial, que segue até amanhã (23), no município de Delmiro Gouveia, no sertão de Alagoas. A ação é a primeira do ano e integra o calendário de atividades da política Alagoas Lilás.
Durante a abertura do evento, a secretária de Estado das Mulheres de Alagoas, Marília Albuquerque, destacou a importância de interiorizar a capacitação da rede. “Estamos muito felizes com a política de proteção às mulheres desenvolvida em Delmiro. Esse Percurso visa oferecer todo o apoio necessário ao fortalecimento da rede que a região precisa”, afirmou.
Esta etapa da formação, além de atender a equipe de Delmiro Gouveia, capacita também profissionais dos municípios de Água Branca, Inhapi, Mata Grande, Olho d”Água do Casado, Pariconha e Piranhas.
A programação reúne profissionais e representantes de diferentes serviços da rede, que atuam diretamente no atendimento e na garantia de direitos das mulheres. A iniciativa promove qualificação técnica, alinhamento institucional e construção coletiva para aprimorar os fluxos de atendimento e fortalecer a atuação integrada em todo o estado.
A política Alagoas Lilás é uma iniciativa pioneira do Governo de Alagoas, em parceria com o Instituto Natura. Segundo a líder de Políticas Públicas do Instituto Natura, Beatriz Accioly, o Percurso proporciona uma importante troca de experiências. “A iniciativa possibilita qualificação e articulação de toda a rede que atende mulheres em situação de violência. A gente vai percorrer 17 polos, que vão abranger os 102 municípios alagoanos”, destacou.
Ao longo dos dois dias, a formação aborda temas como o enfrentamento à violência de gênero, o mapeamento dos serviços iniciais e o aprimoramento da resposta institucional no município.
Diferente de ações pontuais, o Alagoas Lilás funciona como uma política pública que organiza e fortalece a rede de proteção, garantindo que os municípios tenham apoio técnico, formação e articulação para oferecer um atendimento mais eficiente, humanizado e integrado às mulheres. O objetivo é fazer com que os serviços conversem entre si, que os fluxos de atendimento funcionem na prática e que nenhuma mulher fique sem acolhimento por falta de orientação, encaminhamento ou estrutura no território.


