sábado, agosto 30, 2025
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Sabatina de Marluce Caldas na CCJ do Senado acontece nesta quarta (13)

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado promove, nesta quarta-feira (13), a sabatina da procuradora de Justiça de Alagoas, Maria Marluce Caldas Bezerra. Ela foi indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir uma cadeira no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A reunião, marcada para as 9h, será dividida em três blocos e reunirá indicações para diferentes tribunais, conselhos e agências reguladoras. No primeiro bloco, Marluce responderá a perguntas dos senadores ao lado de outros indicados: Verônica Abdalla Sterman, para o Superior Tribunal Militar (STM); Carlos Augusto Pires Brandão, desembargador do TRF1 também indicado ao STJ; e Lorena Giuberti Coutinho, economista indicada à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Formada em Direito pela Universidade Federal de Alagoas em 1982, Marluce Caldas ingressou no Ministério Público em 1986. Ao longo da carreira, atuou nas áreas criminal, cível, eleitoral, infância e juventude, direitos humanos, execução penal e patrimônio público.

Promovida a procuradora de Justiça em 2021, ela também faz parte do Conselho Superior do Ministério Público de Alagoas, reforçando sua trajetória de mais de três décadas dedicada ao serviço público e à defesa da legalidade.

Após ser aprovada na CCJ e receber o aval do plenário do Senado, a nomeação de Marluce será formalizada com a assinatura do presidente Lula e publicada no Diário Oficial da União. Com isso, ela assumirá de forma vitalícia a vaga no STJ, afastando qualquer possibilidade de alteração no cenário político relacionado à sua indicação.

Bastidores da indicação

A sabatina desta quarta-feira é vista como um ponto-chave para um possível acordo político que, segundo bastidores, vem sendo articulado há meses em Brasília e em Alagoas, com a participação de lideranças nacionais e locais. Entre os nomes citados estariam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, o presidente do PSB, João Campos, o prefeito de Maceió, JHC (PL), e o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB).

De acordo com interlocutores, o pacto previa que JHC não concorreria a nenhum cargo em 2026, apoiando a candidatura de Renan Filho ao governo de Alagoas. Em troca, teria o respaldo para indicar Marluce ao Superior Tribunal de Justiça. O entendimento incluiria ainda a desistência do prefeito na disputa por uma vaga no Senado e um alinhamento político para apoiar Arthur Lira (PP), com o consentimento do senador Renan Calheiros (MDB).

A mediação dessas tratativas teria sido conduzida pelo ex-deputado João Caldas, pai do prefeito, e abrangeria inclusive a possibilidade de JHC se filiar ao PSB. Essa mudança, no entanto, ainda não foi oficializada, já que o gestor também considera assumir a presidência do União Brasil em Alagoas.

Embora os termos tenham sido delineados, aliados próximos reconhecem que JHC ainda demonstra cautela diante da hipótese de enfrentar Renan Filho nas urnas, temendo um cenário desfavorável. Figuras políticas como o deputado estadual Marcelo Victor já teriam tomado conhecimento do acordo, mas avaliam com reservas sua capacidade de se manter até as eleições de 2026.

Fonte: Política Alagoana

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