É melhor não, porque seria uma tragédia humanitária, com milhões de brasileiros morrendo de fome. O problema é que os inimigos estão dentro das nossas casas.
Talvez você não tenha se dado conta, mas o Brasil está em guerra permanente…
guerra (sem luta) contra a fome;
guerra (sem luta) contra a falta de água;
guerra (sem luta)) pelo emprego;
guerra (sem luta) contra a corrupção;
guerra (sem luta) contra a violência;
A cortina de fumaça que esconde tudo isso é o Bolsa Família. E por quê? Porque os institutos de pesquisas, a maioria (ou os mais importantes), não colaboraram para que o povo saiba os porquês do péssimo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) brasileiro, dos porquês dos nordestinos não terem água em suas casas, ou nas plantações, dos porquês de tanto desemprego, dos porquês de tanta corrupção, os porquês de tanta violência, os porquês da força do PCC e do Comando Vermelho em todo o território nacional, e os porquês da constante ampliação do Bolsa Família, principalmente no Nordeste. Neste momento, em Alagoas, Palestina, Pão de Açúcar e Poço das Trincheiras estão, oficialmente pelo Governo Federal, em “estado de emergência” pela estiagem (falta de água).
Quer ver o Brasil entrar em guerra?
É melhor não, porque muita gente morreria de fome.
Imagine o Brasil sem o Bolsa Família. De acordo com os relatórios do Governo Federal, neste mês de março, o programa atende cerca de 18,8 milhões de famílias, contemplando aproximadamente 50 milhões de pessoas dependentes do auxílio. Ainda segundo os dados oficiais, 987 mil e 600 famílias estão na fila de espera. O Nordeste é a região do país com o maior índice de dependência do Bolsa Família. Em Alagoas, por exemplo, 54% da população têm no programa sua principal fonte de renda, enquanto 46% vivem do emprego formal.
O Bolsa Família tornou-se um programa fundamental para os municípios brasileiros, atuando como instrumento de transferência de renda e de proteção social, além de estimular a economia local. No entanto, enfrenta desafios para cumprir plenamente o papel de “porta de saída” da pobreza. Essa transição depende não apenas do benefício, mas também de políticas complementares de educação, qualificação profissional e geração de emprego, capazes de garantir uma saída duradoura da vulnerabilidade social.
No Nordeste, por exemplo, muitos beneficiários que conseguem emprego formal acabam ocupando postos temporários ou de baixa remuneração. O receio de perder o Bolsa Família — que na região gira em torno de R$ 720 e pode superar R$ 1.000 quando somado a outros benefícios — aliado à possibilidade de perder o emprego posteriormente, gera insegurança. Diante desse cenário, parte dos beneficiários prefere permanecer no programa e recorrer ao trabalho informal.
Os programas sociais, criados no Governo de Fernando Henrique Cardoso (1995 a 2003), foram implantados para suprir a incapacidade do Governo Federal na geração de emprego no país. Lula, Dilma e Bolsonaro ampliaram os programas e o sistema se aproximou dos beneficiários. Com a ignorância popular (pela falta de escola e o analfabetismo em alta), os políticos viraram “aliados” e aliciadores na inserção de novas famílias.
Há um ano, escrevi a canção (um puro punk rock) chamada Acorda Brasil, que começa assim:
Bolsa Esmola, pra ir à escola!
Bolsa Esmola, pra não matar de fome!
Bolsa Esmola, pra não trabalhar!
Bolsa Esmola, é pra votar!
Apanhei dos alienados do sistema, que entendem como uma crítica, apenas, ao governo Lula. Esses, sim, são ignorantes (alguns aproveitadores do próprio negócio).
Quer ver o Brasil parar?
Quer ver o Brasil em guerra?
Bastaria o Governo Federal anunciar a suspensão dos bolsas.
Em tempo: Não sou contra os programas, porque seria contra as famílias beneficiadas, a maioria sem opção de estudo, sem acesso a uma assistência real e sem oportunidades de emprego. Há lugares, no Brasil, onde nem água de rio chega, e onde nem energia elétrica existe. Como ser contra o pagamento. Sou contra o sistema que mantém o pagamento como moeda de troca, principalmente pelo voto.
Estamos cercados pelas “ideologias” do Lulismo versus Bolsonarismo. A coalizão da política com o judiciário é uma armação letal.
Talvez você entenda porque o Brasil não muda.
PS.: O texto é longo, porque essa história ainda não acabou.
Fonte: Wadson Regis


