A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (6/2) a Operação Zona Cinzenta para investigar suspeitas de irregularidades na aplicação de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá (RPPS/AP), administrado pela Amapá Previdência (Amprev). O foco da apuração são investimentos realizados em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master.
De acordo com as investigações, três pessoas são alvos da operação por terem participado diretamente das decisões que autorizaram os aportes: Jocildo Lemos, diretor-presidente da Amprev, além de Jackson Rubens de Oliveira e José Milton Afonso Gonçalves, ambos membros do Comitê de Investimentos. Eles votaram favoravelmente às aplicações em reuniões realizadas nos dias 12, 19 e 30 de julho de 2024.
Na condição de diretor-presidente da Amapá Previdência, Jocildo Lemos participou das reuniões do comitê que aprovaram os investimentos no Banco Master. Já Jackson Rubens de Oliveira e José Milton Afonso Gonçalves integraram o colegiado responsável pelas decisões e também estiveram presentes nas três ocasiões em que os aportes foram autorizados.
A operação foi autorizada pela 4ª Vara Federal do Amapá, o que indica que não há investigados com foro por prerrogativa de função neste inquérito. Ao todo, a Polícia Federal cumpre quatro mandados de busca e apreensão em Macapá, com o objetivo de analisar o processo de aprovação dos investimentos, o respaldo técnico das decisões e o cumprimento das normas que regem a gestão de recursos previdenciários.
Este é o segundo fundo de previdência estadual a entrar no radar da Polícia Federal por aplicações no Banco Master. Na última terça-feira (3), o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso temporariamente durante a segunda fase da Operação Barco de Papel, que investiga aportes de cerca de R$ 970 milhões do fundo do Rio de Janeiro em Letras Financeiras do mesmo banco. Ambos os casos fazem parte dos desdobramentos da Operação Compliance Zero, que apura irregularidades envolvendo a instituição financeira.


