domingo, agosto 31, 2025
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PC/AL segue investigando morte de coroinha, e família realiza protesto após 8 meses de espera

Polícia Civil esteve na casa onde a festa foi realizada

A Polícia Civil de Alagoas informou que continua investigando a morte de Kauê Leônidas Oliveira da Silva, de 18 anos, ocorrido em Paripueira, no ano passado, após uma festa que reuniu mais de 40 pessoas. A família de Kauê, no entanto, está insatisfeita com a morosidade nas investigações e decidiu realizar um protesto nesta terça-feira,…

A Polícia Civil de Alagoas informou que continua investigando a morte de Kauê Leônidas Oliveira da Silva, de 18 anos, ocorrido em Paripueira, no ano passado, após uma festa que reuniu mais de 40 pessoas. A família de Kauê, no entanto, está insatisfeita com a morosidade nas investigações e decidiu realizar um protesto nesta terça-feira, 12,  em busca de respostas para o caso, que já se arrasta por oito meses.

Em entrevista à imprensa, a delegada Tassiane Ribeiro, coordenadora da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), detalhou o andamento das investigações. Segundo ela, até o momento, mais de 60 pessoas foram ouvidas por meio de depoimentos audiovisuais, e 16 laudos foram anexados ao inquérito.

A Polícia Civil também apreendeu cerca de 20 aparelhos celulares, alguns dos quais ainda precisam passar por exames pela Polícia Científica.

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A delegada informou ainda que a linha do tempo do caso já foi traçada, incluindo os momentos que Kauê esteve na casa onde acontecia a festa e o momento em que foi socorrido para o posto de saúde em Ipioca. Porém, a falta de um local de crime definido, já que Kauê foi levado ao hospital sem vida, e a ausência de filmagens do evento dificultam as investigações.

“A investigação está avançando. Já conseguimos traçar a linha do tempo. Desde o momento que Kauê chegou na casa até o momento em que ele teria sido socorrido para o posto de saúde. A nossa observação é sobre o fato de não ter tido local de crime já que a vítima foi socorrida sem vida para o hospital. O fato da residência onde acontecia uma festa com mais de 40 pessoas não ter filmagem dificulta um pouco o caso e torna a investigação mais complexa. No entanto, a Polícia Civil está se dedicando para dar uma resposta à sociedade e à família”, disse a delegada.

Cortesia

A delegada ainda comentou sobre o contato frequente com a família de Kauê. “O pai do Kauê vem à delegacia quase toda semana. Converso com ele e com o advogado. A investigação está bem avançada, e já conseguimos entender melhor o que aconteceu”, afirmou.

De acordo com Tassiane Ribeiro, a análise dos celulares apreendidos é uma etapa crucial para o progresso do caso. A delegada também pediu paciência à família, destacando que o processo de extração de dados dos aparelhos pode ser demorado. No entanto, ela garantiu que em breve a Polícia Civil dará um desfecho para o caso.

Para quem tiver informações que possam ajudar nas investigações, a delegada reforçou o número de denúncia anônima, o 181, garantindo o sigilo de identidade.

O protesto organizado pela família de Kauê visa pressionar por uma resposta mais rápida da Polícia Civil. A mobilização está marcada para as 9h30 em frente a Paróquia Nossa Senhora do Ó, em Ipioca, onde a vítima era coroinha.

Cortesia

Entenda o caso

O jovem Kauê Leônidas de Oliveira Silva, 19 anos, morreu após passar mal em uma festa realizada dentro de uma residência na cidade de Paripueira, em 07 de dezembro do ano passado.

Segundo amigos da vítima, todos participavam de uma festa onde houve consumo excessivo de álcool. Em determinado momento da festa, Kauê teria passado mal e foi deitar em um quarto do imóvel. Durante a manhã, os amigos estranharam a situação do jovem a acionaram a ambulância da cidade, que conduziu a vítima ao PAM, mas sem sucesso.

Durante a avaliação clínica, foram encontradas manchas no pescoço da vítima, o que levou a equipe médica a acionar a Polícia Civil e o Instituto de Criminalística, que também periciou a casa onde ocorreu a festa.

Após análises no IML, o atestado de óbito constatou que a vítima morreu em virtude de asfixia mecânica (esganadura) por meio físico ou químico. Por conta disto, a Polícia Civil entrou no caso e passou a investigar o assassinato.

Leia também: Suspeitos de participação na morte de jovem em festa são alvos de operação

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Fonte: Alagoas 24 Horas

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