Integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) protocolaram no Ministério Público do Paraná um pedido de investigação sobre o funcionamento de um cassino informal no Resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, no Norte Pioneiro do estado. O empreendimento foi construído pela família do ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, e oferece aos hóspedes jogos de cartas e máquinas caça-níquel, conhecidas no Paraná como “videoloterias”.
A notícia-crime é assinada por lideranças do MBL paranaense ligadas à Missão, entre elas Pedro D’eyrot, Luiz França e Willian Pedroso da Rocha. No documento, eles solicitam a apuração de possíveis crimes de contravenção penal, além de eventual violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Segundo a representação, a exploração de jogos de azar em estabelecimentos privados, mesmo quando restrita a hóspedes, pode ser considerada ilegal caso não haja autorização expressa na legislação vigente. Para os militantes, o simples funcionamento desses jogos já exige fiscalização rigorosa por parte dos órgãos competentes.
O grupo também argumenta que, no Paraná, as chamadas “videoloterias” só são permitidas quando vinculadas a convênios formais com o poder público estadual. De acordo com o MBL, não há clareza se o resort possui esse tipo de autorização para explorar as máquinas instaladas no local.
Outro ponto levantado na denúncia diz respeito à presença de crianças e adolescentes nas áreas comuns do resort, inclusive nas proximidades do espaço destinado aos jogos. Para os autores da representação, a existência de equipamentos de apostas em ambiente frequentado por menores pode caracterizar afronta ao ECA, ainda que não haja acesso direto aos jogos.
Na manifestação pública, Pedro D’eyrot criticou o caso e cobrou providências. “O Paraná não pode ser a Las Vegas dos amigos do Rei. Dias de sorte para alguns, e de azar para todos nós, aqui não vai colar”, afirmou.


