sábado, agosto 30, 2025
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Oposição planeja nova ação no plenário se Motta não pautar fim do foro

Parlamentares da oposição já articulam estratégias para reagir caso o acordo com lideranças do Centrão sobre a votação da PEC que extingue o foro privilegiado e, na sequência, da anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro, sofra algum revés.

Nos bastidores, deputados do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmam que irão obstruir as votações no plenário se o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), não colocar a PEC do fim do foro em pauta nas próximas semanas.

Entre as ações cogitadas pelos bolsonaristas está até mesmo uma nova ocupação da mesa do plenário, apesar do risco de punições aos parlamentares que participaram da primeira invasão, ocorrida na semana passada.

Segundo uma das principais lideranças bolsonaristas na Casa, ouvida pela coluna sob reserva, “nenhuma medida está descartada”.

Atraso acordado

A oposição tinha a expectativa de que a PEC que extingue o foro privilegiado fosse votada ainda nesta semana. No entanto, após solicitações de partidos de centro e da esquerda, o presidente da Câmara decidiu adiar a análise da proposta.

O adiamento foi solicitado durante a reunião de líderes realizada na terça-feira (12). Na ocasião, o líder do PSD, Antonio Brito (BA), pediu para ter acesso ao texto atualizado da PEC antes de definir sua posição sobre a votação.

Mesmo com a mudança de data, lideranças bolsonaristas admitiram, em caráter reservado, que não viram o atraso como algo totalmente negativo, já que o intervalo pode ser usado para buscar um consenso entre os partidos.

Nos bastidores, representantes do centro político avaliam que a aprovação da PEC será desafiadora, principalmente pela complexidade do tema dentro das próprias bancadas. Embora haja interesse do Centrão em retirar do STF as investigações ligadas às emendas parlamentares, persiste o temor de que a situação possa se agravar ao passar para juízes de primeira instância.

Fonte: Política Alagoana

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