Isso me fez lembrar a DR (Discussão de Relacionamento) entre dois parceiros que (pelo combinado) enfrentariam uma disputa juntos. Um deles questionou o parceiro:
- “Parceiro”, e se eu quebrar sua confiança um dia?”
Ele respondeu:
- “Confiar em você foi uma escolha minha, provar que estou errado é uma decisão sua…”
Faltando 23 dias para que os postulantes a cargos políticos se desincompatibilizem dos cargos públicos, e para que os pré-candidatos decidam por qual partido estarão filiados, muita água (não das seguidas enchentes) vai passar por debaixo da ponte.
Em meio às indefinições, acertos e desacertos, não há nada com o prego batido e a ponta virada. Ou seja: há nomes com dificuldade de definir o “melhor partido” para a vitória, com as melhores condições financeiras para o processo eleitoral, e há partidos sendo trabalhados como válvula de escape para o pulo do gato (ou do rato, em caso de fuga).
Neste momento, há menos de um mês para a primeira decisão da guerra eleitoral, MDB, Progressistas, PL e PSD, os fiadores do processo, e nenhum dos outros partidos têm a chapa completa montada. Pior que isso é que, há 23 dias deste prazo emblemático, não é possível cravar as alianças políticas, determinantes para a vitória. Pelo contrário… o que se ouve no bastidor (real) é que há negociações, negociatas, acordos e desacordos para as candidaturas ao Governo do Estado, Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa. Isso não é um bom sinal para quem depende da aliança.
Há 23 dias, de um dia emblemático, no calendário eleitoral, duvido que alguém acerte as filiações dos principais nomes ao Governo, Senado, Câmara e Assembleia Legislativa. Em melhor posição está o PSD, pelo motivo que todos sabem: o Poder da Palavra (com P maiúsculo).
Fonte: Wadson Regis


