O deputado Nicolás Maduro Guerra, filho do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, fez sua primeira manifestação pública após a captura do pai pelos Estados Unidos. Em declaração divulgada por apoiadores, ele afirmou que adversários tentam ver sua família “fraca”, mas garantiu que isso não acontecerá.
Maduro Guerra, assim como seus pais, Nicolás Maduro e Cilia Flores, foi indiciado por um júri federal de Nova York por crimes como narcoterrorismo. Diante do caso, o deputado pediu à direção do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) que convoque a população para reagir ao que classificou como uma invasão promovida pelos Estados Unidos.
Em um áudio divulgado nas redes, o parlamentar declarou que a família e seus aliados estarão nas ruas ao lado do povo, erguendo o que chamou de “bandeiras da dignidade”. Ele reconheceu que a situação causa dor e revolta, mas afirmou que não serão quebrados e jurou superar o episódio, mencionando o pai e a mãe em sua fala.
Deputado da Assembleia Nacional, Maduro Guerra também disse acreditar que o pai retornará à Venezuela em breve. Além disso, criticou lideranças venezuelanas que questionam a resposta do governo à atuação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na operação que resultou na captura de Maduro.
Além do ex-presidente e da esposa, o grande júri federal de Nova York indiciou Maduro Guerra, o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, e outros aliados do regime. Segundo a acusação, Nicolás Maduro teria comandado por mais de duas décadas uma organização criminosa que utilizava estruturas do Estado para enviar grandes quantidades de cocaína aos EUA, em parceria com grupos classificados como terroristas ou narco-terroristas, incluindo as FARC, o ELN, o Cartel de Sinaloa, Los Zetas e o Tren de Aragua.


