sexta-feira, agosto 29, 2025
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Município de Palmeira dos Índios é multado em R$ 300 mil pelo IMA devido a acúmulo de lixões

Autuações foram aplicadas após fiscalização que identificou descarte irregular em diversos pontos da cidade

Reprodução

Palmeira dos Índios voltou a ser alvo de questionamentos ambientais. O Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) confirmou, nesta semana, que aplicou multas que somam aproximadamente R$ 300 mil contra o município, em razão do acúmulo de resíduos sólidos em diferentes áreas da cidade. O problema estaria concentrado em pequenos lixões a céu aberto espalhados por bairros e comunidades.

Fiscalização e autuação

De acordo com o IMA, as autuações foram resultado de uma fiscalização de rotina que constatou descarte inadequado de resíduos urbanos — prática que contraria a Política Nacional de Resíduos Sólidos e compromete a saúde pública, o meio ambiente e a qualidade de vida da população.

“Em Palmeira dos Índios foram identificados pontos de descarte irregular em vários locais, caracterizando lixões de pequeno porte. A situação demandou autuação imediata e aplicação de multa no valor de aproximadamente trezentos mil reais”, informou o órgão em nota oficial.

Medidas e compromissos

Após reunião com representantes da gestão municipal, o IMA estabeleceu um termo de compromisso para que o município adote medidas emergenciais e permanentes. Entre as ações estão:

  • Ampliação de campanhas educativas junto à população para reforçar os dias corretos de coleta;

  • Fiscalização mais rígida dos pontos de descarte irregular;

  • Incentivo ao uso de locais adequados para o acondicionamento do lixo até a coleta.

A Prefeitura de Palmeira dos Índios afirmou que vai intensificar os trabalhos de limpeza urbana e que já estuda novas alternativas para reduzir o descarte em locais indevidos.

Consequências para o município

Especialistas alertam que a reincidência em práticas dessa natureza pode resultar em multas mais severas e até em ações judiciais por crime ambiental. Há impactos diretos também para a comunidade: aumento de pragas urbanas, risco à saúde, poluição visual e danos ambientais — como contaminação do solo e dos lençóis freáticos.

Contexto estadual

O IMA vem intensificando a fiscalização em vários municípios de Alagoas, com foco no cumprimento da legislação que proíbe lixões a céu aberto. O órgão defende a substituição dessas práticas por aterros sanitários licenciados e sistemas integrados de coleta seletiva.

“Nosso objetivo não é apenas punir, mas corrigir condutas e incentivar o cumprimento da lei ambiental. A responsabilidade é do município, mas também da população, que deve colaborar no descarte adequado do lixo”, destacou a direção do Instituto.

Fonte: Tribuna do Sertão



Fonte: TV Alagoas

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