A defesa de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, negou, na manhã desta quinta-feira (12), qualquer negociação relacionada a delação premiada do banqueiro. O comunicado afirma que as informações divulgadas sobre supostas tratativas são falsas e têm como objetivo prejudicar o exercício da defesa em um momento sensível do processo.
Nos bastidores, havia expectativa de que Vorcaro pudesse firmar um acordo de colaboração com a Polícia Federal ou com a Procuradoria-Geral da República (PGR) no âmbito das investigações, mas os advogados desmentiram essas especulações. “Essa informação jamais partiu de qualquer dos advogados envolvidos no caso”, ressaltou a nota da defesa.
A possibilidade de delação premiada ganhou força após a terceira prisão de Daniel Vorcaro, ocorrida na semana passada durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga a venda de carteiras de créditos fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB). O banqueiro permanece na Penitenciária Federal de Brasília, uma das unidades de segurança máxima do país.
A Polícia Federal informou que a avaliação sobre um possível acordo de colaboração será feita somente depois da análise completa dos dados extraídos de todos os telefones celulares apreendidos do empresário. Durante a prisão, mais três celulares foram recolhidos, para permitir que os investigadores tenham uma visão detalhada da extensão do caso e das pessoas envolvidas.
Para que um acordo de delação seja formalizado, Daniel Vorcaro precisará apresentar provas substanciais de suas declarações e fornecer informações sobre possíveis integrantes da organização criminosa que estivessem em posição superior a ele. Caso seja aprovado, o banqueiro pode ter redução de pena de até dois terços ou até mesmo obter perdão das autoridades.


