A primeira-dama de Maceió, Marina Candia, repercutiu em suas redes sociais a coluna de Carlos Madeiro, publicada no UOL, que trata de sua possível candidatura ao Senado em 2026. Ao repostar a matéria no Instagram, Marina agradeceu ao jornalista, em um gesto que, na prática, pode ser interpretado no meio político como a confirmação de sua pré-candidatura.
“Obrigada, Carlos Madeiro, pela sensibilidade em compartilhar um pouco da minha trajetória e por traduzir, com tanto cuidado, o propósito do meu trabalho. É uma honra ver minha história e dedicação sendo contadas com verdade e empatia”, escreveu Marina. A declaração tem forte peso político, sobretudo pelo momento em que é feita.
Na coluna, Madeiro destaca que Marina passou a ser testada em pesquisas eleitorais e aparece como um nome competitivo para o Senado, entrando no radar de uma disputa que hoje envolve figuras de peso, como Renan Calheiros e Arthur Lira. O texto aponta que a primeira-dama deixou de ser apenas uma possibilidade remota e passou a ser tratada como ameaça real aos nomes tradicionais da política alagoana.
A manifestação pública de Marina ocorre logo após surgirem informações de que o ex-deputado Alfredo Gaspar também pode entrar na disputa pelo Senado, o que amplia a complexidade do cenário e antecipa um processo de acomodação de forças no campo governista e na oposição. Ainda assim, dentro do grupo do prefeito João Henrique Caldas, o JHC, Marina segue como o principal nome para uma disputa majoritária em 2026, ao lado do próprio prefeito.
Aliados avaliam que a movimentação de Marina — somada às pesquisas e agora à repercussão nacional — indica que a decisão de entrar na disputa está praticamente tomada. No momento, o foco é o Senado, cargo considerado estratégico no grupo de JHC (atualmente a vaga é da mãe dele, Eudócia Caldas). Uma candidatura a deputada federal não está totalmente descartada, especialmente em cenários de federação partidária, mas perdeu força diante do desempenho apresentado nos levantamentos eleitorais.
Se existiria dúvida de que Marina seria ou não pré-candidata, ao endossar publicamente uma análise nacional, agradecer o jornalista e validar a narrativa construída no UOL, a primeira-dama sinaliza que deixa a condição de espectadora e assume protagonismo no processo eleitoral que começa a se desenhar. Com isso, o grupo de JHC passa a trabalhar com mais clareza suas opções para 2026.
Fonte: Blog do Edivaldo Júnior


