sábado, agosto 30, 2025
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Malafaia contesta inclusão em inquérito e dispara: “Isso é uma vergonha”

A Polícia Federal incluiu o pastor Silas Malafaia no inquérito que investiga suposta obstrução à apuração sobre a tentativa de golpe em 2022. O processo também envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL) e o blogueiro Paulo Figueiredo.

Malafaia afirmou que não foi comunicado oficialmente sobre sua inclusão na investigação. O inquérito apura se os citados atuaram para dificultar o avanço das investigações relacionadas à articulação golpista.

O pastor Silas Malafaia disse ter tomado conhecimento de que seu nome foi incluído em um inquérito da Polícia Federal por meio de reportagens. Segundo ele, nem ele nem sua defesa receberam qualquer notificação oficial. A inclusão foi revelada inicialmente pela GloboNews e confirmada posteriormente pelo próprio religioso ao portal Metrópoles.

“Esse é o país que nós estamos vivendo, onde se vaza e você tem que se manifestar sobre o que você não sabe. Isso é uma vergonha, mas só tem uma coisa boa (…). Isso é uma vergonha. Agora, eles escolheram o cara errado, porque eu vou botar para quebrar mais ainda daqui para frente”.

Para o pastor Silas Malafaia, sua inclusão no inquérito é motivada por perseguição de cunho político. A declaração foi direcionada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem o religioso atribuiu as críticas.

“O Estado Democrático de Direito sendo jogado na lata do lixo e o Brasil caminhando para a “venezualização”. Em que lugar da Constituição ou das leis se proíbe criticar a autoridade? Fazer manifestação pacífica é ameaça ao Estado Democrático? É coação no curso do processo?”, indaga.

Inquérito

A apuração foi instaurada para investigar a atuação do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Desde fevereiro, o parlamentar permanece no país, onde, segundo suspeitas, teria participado de articulações que resultaram em sanções do governo norte-americano contra o Brasil e autoridades, com foco em ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Paralelamente, o pastor Silas Malafaia mantém-se como um dos principais defensores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de investigados ou presos pelos atos de 8 de janeiro de 2023. No dia 3 de agosto, ele organizou manifestações públicas em apoio ao ex-presidente.

Questionada sobre a inclusão de Silas Malafaia entre os investigados do inquérito, a Polícia Federal respondeu que “não se manifesta sobre eventuais investigações em curso”.

Em 14 de agosto, o pastor Silas Malafaia publicou um vídeo nas redes sociais no qual manifestou apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Na gravação, acusou o ministro Alexandre de Moraes de agir fora dos limites legais e afirmou que o magistrado “deveria ser preso”.

“Alexandre vai para a cadeia, não é só impeachment. Ele é um criminoso e precisa ser preso pelo Estado Democrático de Direito”, disse.

Fonte: Política Alagoana

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