Na manhã de hoje, 2 de janeiro, o vereador por Maceió, Leonardo Dias (PL), esteve na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Trapiche, na capital alagoana, para acompanhar a situação de pacientes que se encontram no local e necessitam, de forma urgente, da regulação para unidades hospitalares para o tratamento do “pé diabético”.
Dias ressaltou que foi acionado, no dia 30 de dezembro de 2025, por familiares da senhora Maria José, que se encontra internada na UPA por conta do “pé diabético”. Ela corre o risco de ser amputada caso não seja transferida com urgência para um hospital.
“O problema começou no dedo mindinho do pé. Hoje, ela ainda continua aqui (na UPA), apesar das minhas tentativas para que ela possa ter, em um hospital, o tratamento adequado. Aqui não há como ela ser tratada”, explicou o vereador, em um vídeo gravado no local e publicado em suas redes sociais.
Leonardo Dias ainda lembrou que é o autor da Lei do Pé Diabético, que obriga o poder público a transferir pessoas que se encontram nessa situação em um prazo máximo de 12 horas. “A lei existe justamente para que não seja preciso amputar. Essa é uma preocupação minha e já venho lutando por isso há cinco anos. Foram inúmeras as vezes em que denunciei essas situações. Eu vim aqui hoje para gravar um vídeo e marcar todas as autoridades para que ela consiga enfim ser transferida e não seja amputada.”
Cobranças
Em sua publicação, Leonardo Dias marcou o governador Paulo Dantas, o perfil oficial da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e o Ministério Público do Estado de Alagoas. “Alô, Secretaria de Saúde, Paulo Dantas, Ministério Público, vejam os stories anteriores! São vários casos de ‘pé diabético’ nas UPAs! Socorram essas pessoas”, publicou Dias.
“Infelizmente, minha gente, a situação é de colapso. Não há outra palavra. A lei que obriga a transferência em 12 horas foi feita lá atrás. Parece que nada se resolve. A imprensa não fala nada. As autoridades não falam nada. Os órgãos de controle e fiscalização parecem não fazer nada. É revoltante assistir o sofrimento dessas pessoas nas UPAs. Eu venho há muito tempo acompanhando esse problema”, complementou o vereador.
Leonardo Dias ainda frisou que não se trata apenas de um caso à espera de regulação e não apenas envolvendo a questão do “pé diabético”. Um destes casos é o do senhor Nilton Marcolino, que espera, em uma poltrona, há 52 dias por uma transferência para uma cirurgia ortopédica.
“Nem maca tem. Alguns pacientes estão em poltronas. Nos casos do pé diabético, são pessoas que podem ser amputadas pela incompetência, pela negligência do poder público. Eu estou falando aqui de uma UPA, imagine em todas as UPAs.”
Dias também fez contato com a Sesau para solicitar as transferências. “Eu acho que falta às nossas autoridades sentirem as dores dessas pessoas. É lamentável. Vamos tentar as transferências dessas pessoas. É muito difícil. Triste e difícil”, finalizou Leonardo Dias.


