A candidata de direita Laura Fernández foi eleita presidente da Costa Rica neste domingo ao vencer a disputa presidencial ainda no primeiro turno. Com 88,43% das urnas apuradas, Fernández obteve quase metade dos votos válidos, superando o mínimo de 40% exigido pela legislação eleitoral do país para evitar a realização de um segundo turno.
Aliada e sucessora política do atual presidente Rodrigo Chávez, Fernández afirmou que seu governo dará continuidade às políticas de segurança e ao discurso crítico ao establishment adotado pela atual gestão. Durante o pronunciamento após a confirmação do resultado, a presidente eleita anunciou o início de uma nova fase política no país, que classificou como uma “terceira república”, e indicou que Chávez deverá integrar sua equipe de governo.
O principal adversário na disputa, o economista centrista Álvaro Ramos, conquistou aproximadamente um terço dos votos e reconheceu a derrota. Ele afirmou que apoiará pautas que considerar benéficas para o país, mas que atuará de forma independente e crítica quando houver divergências. A arquiteta Claudia Dobles ficou com menos de 5% dos votos.
No Congresso, o Partido Soberano do Povo, legenda de Laura Fernández, deve ampliar significativamente sua representação. A projeção indica que a sigla poderá conquistar cerca de 30 das 57 cadeiras, um avanço expressivo em relação aos atuais oito assentos, embora sem atingir a supermaioria legislativa.
O resultado consolida uma mudança relevante no cenário político da Costa Rica e fortalece a continuidade do atual projeto de governo pelos próximos anos.


