O governador Mauro Mendes (União Brasil) respondeu de forma contundente às críticas do vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), conhecido como Carluxo, que acusou aliados da direita de se comportarem como “ratos” e limitarem-se a fazer oposição ao PT. Carlos ainda classificou as atitudes dos aliados como “desumanas, sujas, oportunistas e canalhas”.
Ao comentar as declarações, Mauro Mendes criticou o destempero das lideranças políticas e a polarização crescente no país. “Olha, primeiro, é muito ruim [a declaração]. Ele deve estar, assim, sentindo ferido, magoado, e falando pela boca aquilo que devia sair por outro lugar. Então, eu acho que é muito ruim esse tipo de ataque, isso não ajuda na solução de nenhum problema”, disse o governador, durante o ato de filiação da senadora Margareth Buzetti, que trocou o PSD pelo PP com vistas à reeleição, realizado nessa quinta-feira (21).
O ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e é réu em ação que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O julgamento de Bolsonaro e outros sete réus está marcado para o dia 2 de setembro.
A crítica de Carlos Bolsonaro ocorreu um dia após o lançamento da pré-candidatura do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), ao Palácio do Planalto, cenário que, na avaliação de Mendes, reforça a necessidade de focar em questões concretas para o país.
Para Mauro Mendes, debates sobre lealdade a Bolsonaro são inúteis, e a prioridade deve ser discutir soluções para os problemas do Brasil. “É uma discussão inútil, que no final do dia não coloca comida na mesa, não melhora as estradas, não melhora a saúde. Tem virtude na direita, tem virtude na esquerda, tem virtude no centro. E tem muita gente que não presta na direita, na esquerda e no centro”, afirmou.
O governador finalizou destacando que ataques desse tipo não contribuem para nenhuma solução. “Então, nós temos que fazer uma discussão sobre os problemas do Brasil e as soluções que nós queremos. E esse tipo de ataque não é bem-vindo e não conspira para nenhuma solução”, concluiu Mauro Mendes.