Ganhou força nos bastidores de Brasília o nome de Wellington César Lima e Silva para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em substituição ao ministro Ricardo Lewandowski. O jurista mantém boa interlocução com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e também com a ala baiana do governo federal.
Com experiência anterior na pasta, Wellington ocupou o cargo de ministro da Justiça em 2016, durante o governo Dilma Rousseff (PT). Já na atual gestão Lula 3, atuou como secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, função estratégica do Palácio do Planalto, com interlocução direta com o presidente da República.
No ano passado, o jurista deixou a Casa Civil após ser indicado por Lula para assumir o posto de advogado-geral da Petrobras, cargo que passou a exercer a partir de julho.
A passagem de Wellington pelo Ministério da Justiça, em 2016, foi breve. À época, ele era procurador de Justiça do Ministério Público da Bahia (MP-BA), e sua nomeação acabou barrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que exigia exoneração do cargo no MP para permanência no ministério.
Apenas 11 dias depois de tomar posse, Wellington pediu demissão do Ministério da Justiça. Em seu lugar, assumiu o então vice-procurador-geral eleitoral, Eugênio Aragão.
Paralelamente à definição do novo comando da pasta, o governo federal voltou a discutir a possibilidade de desmembrar o Ministério da Justiça para recriar o Ministério da Segurança Pública.
Apesar das discussões, fontes do governo avaliam que a proposta deve permanecer apenas como promessa de campanha. A avaliação interna é de que não há tempo hábil para estruturar uma nova pasta até 2026 com atribuições definidas e orçamento robusto.


