sábado, agosto 30, 2025
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EUA podem reagir com novas sanções se Bolsonaro for preso, alertam analistas

Caso Jair Bolsonaro (PL) seja preso ou condenado no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), marcado para começar em 2 de setembro, a medida pode intensificar as tensões diplomáticas com os Estados Unidos e gerar sanções inéditas ao Brasil, com efeitos significativos na economia.

O quadro de relações entre Brasil e Estados Unidos já vinha se complicando desde julho, quando o governo Trump impôs tarifas a produtos brasileiros. Alessandra Ribeiro, diretora de macroeconomia da Tendências Consultoria, alerta que “existe um risco real de sanções, tanto pessoais, atingindo outros ministros e familiares além de Alexandre de Moraes, quanto medidas econômicas mais severas”.

Nos últimos dias, em demonstração de alinhamento com Bolsonaro, Donald Trump e integrantes de seu governo sinalizaram a possibilidade de adotar novas medidas contra o Brasil.

Analistas apontam riscos econômicos caso sanções dos EUA avancem

Especialistas alertam que a elevação de tarifas sobre produtos brasileiros, em estudo pela equipe de Donald Trump, pode ter efeitos severos. Se as tarifas chegarem a 100%, as exportações para os Estados Unidos, principal destino da indústria nacional, ficariam praticamente inviáveis, com reflexos diretos sobre produção e emprego.

Além disso, a expansão da aplicação da Lei Magnitsky poderia atingir bancos e autoridades brasileiras. Instituições que descumprissem as sanções americanas estariam sujeitas a multas bilionárias ou até à perda de acesso ao mercado norte-americano, aumentando o custo do crédito e dificultando operações comerciais internacionais.

No pior cenário, o país poderia ser excluído do Swift, sistema internacional que gerencia transferências bancárias. Isso isolaria o Brasil do comércio e dos investimentos globais, causando impactos severos em empresas, bancos e consumidores.

Os bancos brasileiros enfrentariam um dilema: seguir as determinações da Justiça nacional ou respeitar as sanções da Lei Magnitsky, para não perder acesso ao sistema financeiro americano. Segundo o STF, leis estrangeiras não têm validade automática no país, mas a aplicação prática gera incertezas para o setor financeiro.

Um passo ainda mais radical seria o congelamento das reservas brasileiras em dólar mantidas nos Estados Unidos. Especialistas alertam que tal medida teria efeito comparável a um “ataque nuclear econômico”, deixando o Banco Central sem ferramentas para conter crises cambiais e controlar a inflação.

Fonte: Política Alagoana

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