No trimestre encerrado em fevereiro, a taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,8%, acima dos 5,2% registrados no trimestre móvel anterior, encerrado em novembro. Apesar da alta, o índice é o menor para esse período desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012.
De acordo com dados divulgados pelo IBGE, o país contabilizou 102,1 milhões de pessoas ocupadas e 6,2 milhões em busca de trabalho. No mesmo período de 2025, a taxa era de 6,8%, o que indica melhora na comparação anual, mesmo com o avanço recente da desocupação.
Segundo o instituto, a elevação no desemprego está relacionada à redução de vagas em áreas como saúde, educação e construção. A coordenadora Adriana Beringuy explicou que o movimento é influenciado por fatores sazonais, especialmente pelo encerramento de contratos temporários no início do ano.
Mesmo com esse cenário, o rendimento médio do trabalhador atingiu R$ 3.679, o maior já registrado na série histórica. O valor representa aumento de 2% em relação ao trimestre anterior e de 5,2% na comparação com o mesmo período do ano passado, já considerando a inflação.
Outros dados da pesquisa mostram estabilidade no número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, totalizando 39,2 milhões. Já os trabalhadores por conta própria somam 26,1 milhões, com crescimento na comparação anual. A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,3 milhões de pessoas.
A pesquisa considera pessoas a partir de 14 anos e abrange diversas formas de ocupação. Para o IBGE, só é considerada desempregada a pessoa que procurou trabalho nos 30 dias anteriores à entrevista. Desde 2012, a maior taxa registrada foi de 14,9%, durante a pandemia, enquanto a menor foi de 5,1% no final de 2025.


