Embora tenham perdido a disputa pelo comando da comissão, parlamentares alinhados ao governo acreditam que terão maioria ao iniciar as votações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), previstas para esta terça-feira (26).
De acordo com aliados do governo, a base pró-Lula pode alcançar até 18 dos 31 votos na CPMI, considerando que a comissão tem 32 membros, mas o presidente não participa da votação.
Integrantes da base aliada ao governo veem a derrota na eleição da presidência da CPMI como um incidente pontual, atribuído à falta de presença de senadores aliados no momento da votação.
Depois do revés, a coordenação política do Executivo intensificou o monitoramento da frequência e participação dos parlamentares no colegiado, com a meta de evitar resultados desfavoráveis nas próximas deliberações.
O governo definiu sua estratégia para a CPMI do INSS durante reunião no Palácio do Planalto na manhã de segunda-feira (25), envolvendo ministros e líderes da base no Congresso. Conforme alinhado pelos participantes, a prioridade é garantir que os trabalhos da comissão avancem de forma efetiva.
Entre as medidas já previstas pelos governistas está a possibilidade, considerada inevitável, de convocar ministros e ex-ministros tanto do governo Lula quanto de gestões anteriores, incluindo aliados de Bolsonaro.
Além de ministros atuais, a estratégia do governo prevê mirar antigos titulares de pastas do governo Bolsonaro. Entre os nomes que podem ser convocados pela CPMI está o ex-ministro da Economia, Paulo Guedes.