O ex-vereador Carlos Bolsonaro visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na noite desse domingo (15), no Hospital DF Star, em Brasília. O ex-chefe do Executivo está internado há três dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral.
Após o encontro, Carlos afirmou que o pai apresenta inchaço no corpo em decorrência do uso de antibióticos. Segundo ele, Bolsonaro também estaria psicologicamente irritado devido à situação de saúde e às circunstâncias que enfrenta.
O filho do ex-presidente declarou ainda que a situação teria sido crítica antes da hospitalização. De acordo com o relato, médicos teriam informado que, se o atendimento médico tivesse demorado mais uma ou duas horas, Bolsonaro possivelmente não teria sobrevivido.
Durante a declaração, Carlos voltou a defender que o pai seja transferido para prisão domiciliar. Para ele, a medida seria necessária para preservar a vida do ex-presidente.
Na avaliação do ex-vereador, o momento vivido pela família é extremamente doloroso. Ele afirmou que Bolsonaro, a quem descreveu como alguém que nunca desviou recursos públicos, está preso enquanto criminosos estariam livres no país.
O último boletim médico divulgado pela equipe do hospital, na manhã de domingo (15), informou que houve evolução clínica e melhora da função renal do ex-presidente. Apesar disso, exames apontaram nova elevação nos marcadores inflamatórios no sangue.
Em razão desse quadro, os médicos decidiram intensificar o tratamento com antibióticos. O comunicado também destacou que Bolsonaro permanece sob suporte clínico intensivo, com reforço na fisioterapia respiratória e motora, e que ainda não há previsão de alta da UTI.
No dia anterior, sábado (14), o ex-presidente recebeu a visita do senador Flávio Bolsonaro, que é considerado pré-candidato à Presidência da República. Ao deixar o hospital, o parlamentar afirmou que o pai havia apresentado piora no quadro de saúde.
Jair Bolsonaro cumpre atualmente pena de 27 anos e três meses de prisão no Complexo da Papuda desde 15 de janeiro, após condenação por tentativa de golpe de Estado.


