A Polícia Federal (PF) declarou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que há ruídos provenientes do sistema de ar-condicionado na cela onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpre prisão, e que não é viável “eliminar” ou “reduzir significativamente” o barulho com medidas simples.
Em resposta a um pedido da defesa, a corporação afirmou em documento que qualquer intervenção eficaz demandaria “ações complexas de infraestrutura” e a “paralisação total do sistema de climatização por período prolongado”, o que prejudicaria o funcionamento da Superintendência da PF no Distrito Federal.
Os agentes informaram ainda que não existe, atualmente, outra localidade disponível nas instalações da PF para a custódia de Bolsonaro, além da sala onde ele se encontra atualmente. “Em razão dessa proximidade com as áreas técnicas, há nível de ruído no ambiente. Contudo, é importante destacar que não é possível eliminar ou reduzir significativamente esse ruído por meio de medidas simples ou pontuais”, disse a PF.
Pedido da defesa
A defesa do ex-presidente havia solicitado ao STF que a PF solucionasse o barulho constante do equipamento de climatização. Segundo os advogados, o ruído é ininterrupto, ocorre durante todo o dia e tem prejudicado o descanso e a saúde de Bolsonaro.
“O ruído persiste sem interrupção, durante as 24 (vinte e quatro) horas do dia, gerando ambiente incompatível com o repouso mínimo necessário à manutenção das condições físicas e psicológicas do custodiado, configurando situação que ultrapassa o mero desconforto e passa a caracterizar perturbação contínua à saúde e integridade do preso”, argumentou a defesa.
Bolsonaro está detido em uma Sala de Estado-Maior dentro da Superintendência da PF em Brasília.


