O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, deputado federal Alfredo Gaspar, afirmou que a comissão seguirá uma linha de investigação imparcial, sem proteção ou perseguição a qualquer pessoa envolvida. Segundo ele, todos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos serão ouvidos.
“Discordo completamente de qualquer acordo prévio para proteger ou perseguir quem quer que seja. CPI ou CPMI não é local de proteção. Quem tiver condições de contribuir na investigação, seja como testemunha ou investigado, será chamado. Inclusive, antes de ser relator, como membro, já havia solicitado a convocação do Frei Chico, irmão do Lula. Na hora certa, todos serão ouvidos”, afirmou Gaspar.
Nesta quinta-feira, 28, a CPMI retoma as atividades e deve ouvir as primeiras testemunhas do rombo bilionário no INSS. A defensora pública Patrícia Bettin Chaves será a primeira a prestar depoimento, a partir das 9h. Ela já atuava contra descontos irregulares nos benefícios previdenciários antes da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF), iniciada em abril. Parte da reunião será secreta para que os parlamentares também ouçam o delegado responsável pela operação, Bruno Oliveira Pereira Bergamaschi.
O relator destacou que as futuras sessões devem incluir ex-ministros da Previdência, presidentes do INSS, representantes da Dataprev, técnicos envolvidos no caso, integrantes da Operação Sem Desconto, dirigentes de sindicatos e associações, além de membros do núcleo criminoso já identificado, como Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como ‘Careca do INSS’, e Maurício Camisotti, empresário do setor da saúde.
Fonte – Jornal Extra de Alagoas