No Fórum Econômico Mundial em Davos, a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, destacou o recente acordo entre Mercosul e União Europeia, classificando-o como um marco para um comércio internacional mais justo e sustentável.
Durante seu discurso, Von der Leyen relatou sua recente viagem a Assunção, no Paraguai, onde participou da assinatura do acordo, encerrando 25 anos de negociações. “A União Europeia e a América Latina criaram a maior zona livre de comércio do mundo, um mercado que vale mais de 20% do PIB global, 31 países com mais de 700 milhões de consumidores, alinhados com o Acordo de Paris”, afirmou.
Segundo a dirigente, o tratado envia uma mensagem poderosa ao mundo sobre prioridades econômicas e ambientais. “Este acordo manda uma mensagem muito poderosa para o mundo, que nós estamos usando o comércio justo no lugar das tarifas, a parceria no lugar do isolamento, a sustentabilidade no lugar da exploração”, declarou Von der Leyen.
Ela também destacou que o acordo representa um compromisso com a redução de riscos econômicos e a diversificação das cadeias de suprimento globais, especialmente em meio a crescentes tensões geopolíticas e ao protecionismo comercial.
Além do Mercosul, Von der Leyen mencionou outros acordos comerciais recentemente firmados pela União Europeia com México, Indonésia e Suíça, bem como negociações em andamento com Austrália, Filipinas, Tailândia, Malásia e Emirados Árabes Unidos.
A dirigente europeia deu atenção especial às conversas com a Índia, revelando que viajará ao país após o encontro em Davos. “Há muito trabalho a fazer ainda, mas estamos à beira de um acordo histórico de comércio com a Índia, que pode criar um mercado de 2 bilhões de pessoas, com quase um quarto do PIB global”, explicou, ressaltando a importância estratégica dessa parceria.
Para concluir, Von der Leyen enfatizou que a Europa busca estabelecer relações comerciais tanto com os centros de crescimento econômico atuais quanto com as economias que serão potências neste século. “Da América Latina ao Pacífico e além, a Europa escolheu o mundo. E o mundo está pronto para escolher a Europa”, afirmou.


