Uma ocorrência de perturbação do trabalho ou do sossego alheios registrada na noite desta sexta-feira (30) no Residencial Cidade Jardim, situado no bairro Boa Vista, em Arapiraca, terminou com a apreensão de um equipamento de som de grande porte e os envolvidos conduzidos à delegacia após escalada de agressividade e ameaças. A guarnição motorizada de…
Uma ocorrência de perturbação do trabalho ou do sossego alheios registrada na noite desta sexta-feira (30) no Residencial Cidade Jardim, situado no bairro Boa Vista, em Arapiraca, terminou com a apreensão de um equipamento de som de grande porte e os envolvidos conduzidos à delegacia após escalada de agressividade e ameaças.
A guarnição motorizada de Rádio Patrulha 01, pertencente ao 3º BPM, foi acionada via Centro Integrado de Operações (Copom) para averiguar denúncia feita por um morador identificado como Adailton Santos Medeiros. O solicitante relatou que os vizinhos de uma das residências mantinham um aparelho de som ligado em volume excessivamente elevado por diversas horas, persistindo na perturbação até a chegada da equipe.
Ao chegarem ao local, os policiais constataram a veracidade dos fatos ao visualizarem na sala da residência vizinha uma caixa de som modelo JBL Partybox Stage 320, cuja reprodução sonora era perfeitamente audível no ambiente externo. O responsável pelo imóvel, Ivens Bruno Pereira da Silva, foi orientado a desligar o equipamento e informado sobre a confecção de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e a apreensão do aparelho. O morador concordou e retirou espontaneamente a caixa de som, entregando-a à equipe policial. O vizinho afetado manifestou formalmente o desejo de representar criminalmente contra o autor.
Ameaças, resistência e uso de algemas
A situação tomou outro rumo quando uma mulher identificada como Nadja Pereira da Costa, que se apresentou como moradora da casa, manifestou revolta com a medida, passando a gritar e a exigir que o som não fosse apreendido. Em seguida, ela se dirigiu ao solicitante e proferiu ameaças diretas: “Você vai ver! Isso não vai ficar assim! Você vai pagar!”.
Diante do crime de ameaça cometido na presença dos agentes, Nadja foi informada de que também passaria por procedimentos legais, o que intensificou ainda mais os ânimos. A mulher elevou o tom de voz e reiterou as intimidações contra o vizinho. Simultaneamente, Ivens Bruno adotou postura hostil e intimidatória contra a equipe policial, afirmando que levantaria os nomes dos agentes e que eles arcariam com as consequências da atuação.
Diante da intensa resistência, da agressividade e do risco iminente à integridade física do solicitante, dos policiais e dos próprios moradores, os militares empregaram o uso de algemas para contenção dos envolvidos, em estrita observância aos critérios da Súmula Vinculante nº 11 do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os envolvidos, juntamente com a caixa de som apreendida e o solicitante, foram encaminhados à Delegacia Plantonista de Polícia Civil de Arapiraca, onde a autoridade policial competente adotou as providências cabíveis ao caso.


