quinta-feira, outubro 29, 2026
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Flávio vai, Gaspar fica e tem apoio da direita de AL para qualquer projeto

Alfredo Gaspar (PL) perdeu a eleição para vice-presidente, mas voltou a Alagoas com um peso político maior do que tinha antes da campanha. Com Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos, o deputado federal permanece no Brasil e começa a ser apontado por aliados como uma das principais referências da direita alagoana.

Gaspar poderia estar hoje entre os políticos mais influentes do Estado, caso Flávio tivesse vencido. Como vice-presidente, teria acesso direto ao Palácio do Planalto e condições de ampliar sua participação na política nacional.

O resultado foi outro. Gaspar abriu mão de disputar o Senado, perdeu a eleição e ficará sem mandato a partir de fevereiro. Em compensação, ganhou projeção nacional, participou de debates, percorreu o país e consolidou sua ligação com o bolsonarismo.

Na terça-feira (27/10), manifestou solidariedade a Flávio Bolsonaro e à família, classificando a situação do aliado como uma “perseguição implacável”. Flávio deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos após a derrota para Lula e uma decisão do STF que proibia sua saída do país.

Apoio para qualquer projeto

Em Alagoas, Gaspar já recebeu manifestações de apoio para seus próximos passos políticos. O deputado estadual eleito Leonardo Dias (PL), um dos organizadores do Bloco do 22 em Maceió, elogiou sua participação na campanha e foi direto: “Terá meu total apoio para qualquer decisão política que ele tomar.”

Cabo Bebeto (PL), deputado estadual mais votado de Alagoas, também reafirmou sua disposição de acompanhar Gaspar e Flávio Bolsonaro nos próximos projetos. “Vou aguardar a decisão dos dois, mas estarei junto”, afirmou.

As manifestações mostram que Gaspar mantém o apoio de duas lideranças importantes da direita alagoana. Também terá à disposição a estrutura do PL, partido que preside no Estado.

Maceió ou Brasília?

Gaspar ainda não anunciou seus planos para 2027 e 2028. Poderá continuar na articulação nacional da direita, participar de algum projeto político fora de Alagoas ou concentrar suas atividades no Estado. Uma candidatura à Prefeitura de Maceió em 2028 é uma das possibilidades.

Gaspar disputou o cargo em 2020 e perdeu para JHC. Agora poderia enfrentar Rodrigo Cunha, atual prefeito e aliado do governador eleito.

A direita também tem nomes como Cabo Bebeto e Delegado Fábio Costa, mas a projeção conquistada por Gaspar durante a campanha o coloca em posição importante nas discussões sobre o futuro do grupo.

E a relação com JHC?

A relação da direita com o futuro governador também está em aberto. JHC recebeu apoio do PL no primeiro turno da eleição, mas resistiu às cobranças para declarar voto em Flávio Bolsonaro. Depois da vitória de Lula, parabenizou o presidente e defendeu o diálogo entre os governos.

A manifestação provocou críticas de apoiadores de Flávio e mostrou as diferenças dentro do grupo que elegeu JHC. Ainda não há indicação de rompimento. Mas a direita poderá buscar espaço no governo ou seguir um caminho próprio, inclusive com candidaturas em oposição ao grupo do governador.

Fonte: Blog do Edivaldo Júnior

Fonte: Política Alagoana

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