A Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal), em parceria com as secretarias municipais de Agricultura, realiza, ao longo desta semana, inspeções fitossanitárias em plantações de banana nas principais regiões produtoras do estado. O trabalho busca identificar possíveis ocorrências do Moko da Bananeira, praga que representa riscos à produção agrícola.
Após a conclusão das vistorias, a equipe técnica elaborará um relatório sobre a situação fitossanitária de Alagoas, que será encaminhado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O documento apresentará informações atualizadas sobre a presença da praga no território alagoano.
Considerado um problema de importância econômica, o Moko da Bananeira é uma praga quarentenária sujeita a legislação específica e pode provocar prejuízos significativos aos agricultores. Por esse motivo, a Defesa Sanitária Vegetal mantém ações de monitoramento desde a primeira identificação da doença no estado.
Segundo informações da Adeal, o último registro da praga em Alagoas ocorreu em 2015, no município de Igreja Nova. Desde então, não houve reincidência do foco, e nenhum outro município teve ocorrência identificada pelo órgão.
De acordo com o chefe do Núcleo de Defesa Vegetal, Silvio Cesar Barbosa, a ausência de novos casos, aliada ao cumprimento das exigências estabelecidas pelo Ministério da Agricultura, poderá permitir que Alagoas solicite a alteração de sua classificação fitossanitária, passando de “Área com Ocorrência da Praga” para “Área Livre da Praga”. A mudança poderá retirar restrições à comercialização da banana alagoana para outros estados, ampliando as oportunidades de mercado para os produtores rurais.


