É importante ressaltar, até porque na campanha eleitoral de 2022, eles se enfrentaram e mostraram que é possível, sim, fazer um debate com civilidade e conteúdo.
Não é apenas para Alagoas que o embate entre Tarcísio Freitas – provável vencedor – e Fernando Haddad deve servir de exemplo.
Cada vez mais, esse tipo de iniciativa vai perdendo o sentido e a importância para o eleitor mais racional e exigente.
Ficar à frente de um aparelho de TV durante duas ou três horas, num final de noite, vai se tornando um sacrifício para espectadores e para os próprios candidatos que têm o que defender.
Para quem está em cima do palco, cada vez mais parecido com um ringue, ressoa a pergunta: vale a pena?
Lula não vai para o debate da Globo, nessa quinta-feira (no seguindo turno, sim) e não há de se dizer que é por medo. Ele sabe que o os seus oponentes, e são quatro, buscam um processo de destruição moral, algo que possa ser replicado nas redes sociais.
Assim, os debates televisivos que eram um instrumento importante da democracia, e eu acompanhei vários, vão se tornando um programa de entretenimento para a turma do “soco, porrada e bomba”.
Fonte: Ricardo Mota/Cada Minuto


