Divulgada nesta quarta-feira (5), a pesquisa Genial/Quaest aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a liderança nas intenções de voto para a eleição de 2026, tanto nos cenários de primeiro quanto de segundo turno.
No entanto, o senador Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário, apresentou crescimento dentro da margem de erro e reduziu a diferença em relação ao levantamento anterior, realizado em julho. No primeiro turno, Lula aparece com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio soma 30%, diminuindo a vantagem de 12 para 9 pontos percentuais.
De acordo com a sondagem, outros nomes testados aparecem com percentuais menores: Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) têm 4% cada, seguidos por Romeu Zema (Novo), com 2%. Os demais candidatos pontuam entre 0% e 1%. Ainda há 10% de indecisos e 8% de eleitores que declaram voto branco, nulo ou abstenção.
Segundo o cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest, o avanço de Flávio Bolsonaro está ligado a fatores recentes no campo político. Entre eles, a reconciliação com Michelle Bolsonaro e a repercussão da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que restringiu visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar.
Na avaliação do especialista, há um movimento de reorganização no campo da direita, com parte do eleitorado antipetista voltando a considerar o nome de Flávio. Ele destaca que, no segundo turno, o senador ampliou apoio entre eleitores de direita não bolsonarista e também entre bolsonaristas.
Em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o levantamento indica vantagem para o atual presidente, com 44% das intenções de voto, contra 39% do senador. Brancos e nulos somam 13%, enquanto 4% não souberam responder.
Nos demais cenários testados, Lula também aparece à frente. Contra Romeu Zema (Novo), registra 46%, ante 34% do adversário. Já em disputa com Ronaldo Caiado (PSD), o petista tem 45%, enquanto o ex-governador soma 37%.
Em outro cenário, contra Renan Santos (Missão), Lula mantém 45% das intenções de voto, enquanto o adversário chega a 35%, reduzindo a diferença em relação à pesquisa anterior.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06591/2026.


