Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que a exposição do áudio entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é positiva para a chapa petista, mas não define os rumos das eleições.
Conforme publicado pelo portal UOL, oficialmente o Planalto não se manifestará sobre a ligação entre Flávio, principal adversário de Lula nas eleições de outubro, e Vorcaro. No entanto, deputados e senadores do PT ficaram com a função de repercutir o caso nas redes sociais.
O presidente Lula, por sua vez, preferiu, nesta quinta-feira (14), se esquivar de fazer comentários em sua primeira aparição pública desde a publicação do caso, em matéria do Intercept Brasil, na última quarta-feira (13). “Eu não vou comentar, é um caso de polícia, não meu. Eu não sou policial, não sou procurador-geral. O caso dele é de polícia”, afirmou o presidente.
No entanto, horas antes, sem citar o nome de Flávio ou de Vorcaro, Lula foi mais enérgico ao comentar o tema: “Vocês estão vendo na televisão. A verdade tarda, mas não falha” e “político que mente, deveria cair a língua” foram algumas das frases usadas pelo presidente.
A equipe de Lula acredita que uma agenda positiva sobre o próprio mandato pode surtir um efeito eleitoral melhor que atacar Flávio. Além de pautas como o lançamento do Desenrola 2.0 e o fim da taxa das blusinhas, o governo foca surfar a onda do bem-sucedido encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington.
A exposição do áudio entre Flávio e Vorcaro, no qual o filho de Jair Bolsonaro pede R$ 61 milhões para o filme que contará a história do pai, foi celebrada pelo Planalto, em especial após a derrota no Senado com a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Ainda conforme o UOL, após Messias ser barrado de ocupar o assento deixado por Luís Roberto Barroso, Flávio começou a ser chamado de “presidente” no Senado. A oposição também passou a dizer que o governo havia acabado.
Agora, a base governista tenta surfar o momento conturbado de Flávio, enquanto a oposição se divide entre amenizar o áudio e criticar o filho de Jair.


