Há dez anos, o Senado Federal abriu o processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT), em uma sessão que se estendeu por mais de 20 horas e foi concluída nas primeiras horas do dia 12 de maio de 2016.
A votação ocorreu após a Câmara dos Deputados aprovar a abertura do processo em 15 de abril daquele ano, sendo analisada pelos 81 senadores, dos quais 78 estiveram presentes na sessão decisiva.
O placar final foi de 55 votos favoráveis e 22 contrários, com base na acusação de crimes de responsabilidade fiscal, relacionados às chamadas “pedaladas fiscais”, prática apontada como manobra para atrasar repasses a bancos públicos e melhorar artificialmente as contas do governo.
Durante a sessão, cada senador teve até 15 minutos para se posicionar, enquanto a defesa de Dilma foi apresentada pelo então advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que afirmou que a presidente era “honesta e inocente” e que não havia irregularidades nos atos praticados.
No mesmo contexto político, o então vice-presidente Michel Temer assumiu a Presidência de forma interina e, posteriormente, tornou-se presidente após a confirmação do impeachment pelo Senado em 31 de agosto de 2016.
Após o processo, Dilma Rousseff declarou que não cometeu crimes e que suas ações foram legais e adotadas por outros governos anteriores, enquanto seguiu sua trajetória política, sem retornar a disputas eleitorais, assumindo em 2023 a presidência do Novo Banco de Desenvolvimento, ligado ao BRICS.


