O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Renan Calheiros, decidiu derrubar o sigilo da auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União sobre o Banco Central do Brasil, que analisou a liquidação do Banco Master. A decisão foi tomada na terça-feira (24).
Atendendo a solicitações de integrantes do grupo de trabalho que acompanha o caso, o senador considerou inadequado o sigilo imposto pelo órgão de controle. Parlamentares argumentaram que documentos enviados ao Congresso não devem ter acesso restringido por uma instituição que atua como auxiliar do Legislativo.
Durante a discussão, o senador Eduardo Braga reforçou que não cabe ao TCU limitar o acesso às informações, defendendo que apenas conteúdos protegidos por lei devem permanecer sob sigilo, e não a totalidade da auditoria.
Segundo os parlamentares, a transparência é fundamental, especialmente em um caso de interesse público, como a análise de uma decisão do Banco Central. A reclassificação das informações, portanto, busca garantir maior acesso aos dados por parte da sociedade e dos próprios senadores.
A auditoria, concluída anteriormente, apontou que a liquidação do Banco Master não apresentou irregularidades. O relatório técnico indicou que a decisão do Banco Central foi baseada em critérios legais e técnicos, sem evidências de falhas, omissões ou negligência na condução do processo.


