O senador Flávio Bolsonaro, apontado como pré-candidato do PL à Presidência da República, deve incluir em seu programa de governo uma proposta batizada de “Plano Real da Saúde”. A iniciativa prevê mudanças estruturais no financiamento e na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS).
A formulação das propostas tem contado com a colaboração do cardiologista Marcelo Queiroga, ex-ministro da Saúde no governo Jair Bolsonaro. Segundo Queiroga, a ideia é promover um “realinhamento” da tabela do SUS, atualizando valores pagos por procedimentos e criando um novo modelo de remuneração.
“A saúde precisa de uma espécie de Plano Real da Saúde. Um realinhamento dos valores da chamada tabela do SUS em relação ao que é necessário manter e, depois, ter um novo modelo de remuneração”, afirmou Queiroga à CNN.
O ex-ministro, que também pretende disputar uma vaga ao Senado pela Paraíba, tem se reunido com sindicatos e associações para discutir propostas. Ele defende uma gestão “equilibrada e previsível”, sem rupturas bruscas com o modelo atual, além de políticas voltadas à valorização dos profissionais de saúde.
Ao citar a gestão anterior, Queiroga afirmou que o governo Jair Bolsonaro promoveu mudanças estruturais na área, como a alteração no financiamento da atenção básica, a regulamentação da saúde digital e a incorporação de tecnologias na saúde suplementar.
Além da área da saúde, Flávio Bolsonaro tem buscado apoio de outros ex-ministros da gestão do pai na elaboração de seu programa de governo, entre eles Paulo Guedes, ex-ministro da Economia, e Adolpho Sachsida, que comandou a pasta de Minas e Energia. O senador também procura um economista com perfil liberal e boa interlocução com o mercado financeiro para liderar a formulação do plano econômico da pré-campanha.


