Polícia investiga circunstâncias da morte de professor da Ufal
A investigação sobre a morte do professor universitário Carlos Alberto de Carvalho Fraga, de 38 anos, ganhou novos desdobramentos após coletiva da Polícia Civil nesta terça-feira (10). Segundo os delegados responsáveis pelo caso, não há indícios de agressão física, luta corporal ou arrombamento na residência, localizada no bairro Massaranduba, em Arapiraca. Assim, a principal linha…
A investigação sobre a morte do professor universitário Carlos Alberto de Carvalho Fraga, de 38 anos, ganhou novos desdobramentos após coletiva da Polícia Civil nesta terça-feira (10). Segundo os delegados responsáveis pelo caso, não há indícios de agressão física, luta corporal ou arrombamento na residência, localizada no bairro Massaranduba, em Arapiraca.
Assim, a principal linha de apuração agora aponta para morte acidental por overdose, embora a hipótese de intoxicação provocada por terceiros ainda não esteja totalmente descartada.
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O caso provocou grande repercussão após o docente, que atuava como professor e pesquisador da Universidade Federal de Alagoas, ser encontrado morto dentro de casa. A universidade decretou luto oficial de três dias.
POLÍCIA DETALHA CENÁRIO ENCONTRADO NA CASA
De acordo com o delegado responsável pelo levantamento inicial, não foram identificados sinais de lesão corporal na vítima, nem vestígios de confronto físico no interior do imóvel.
Apesar de haver pontos de desordem na casa, os investigadores afirmam que a situação é compatível com o relato de testemunhas, que apontaram intensa movimentação social ao longo do dia. Segundo a polícia:
- o professor chegou de viagem de Minas Gerais pela manhã
- passou o dia ingerindo bebida alcoólica
- recebeu visitas durante a tarde e noite
- um amigo permaneceu no local entre 13h e 21h
- houve relato de uso de cocaína no período
- a vítima também fazia uso de medicação tarja preta para ansiedade
PRINCIPAIS HIPÓTESES INVESTIGADAS
Com base nos depoimentos e na análise preliminar do local, a Polícia Civil trabalha com duas possibilidades principais. A primeira e mais aceita até o momento é morte acidental por overdose, envolvendo álcool, drogas e medicamentos
Além disso, a polícia ainda não descarta uma possível intoxicação provocada por terceiros. A hipótese, no entanto, segue aberta, mas sem indícios concretos até o momento
Por fim, os delegados ressaltaram que somente o laudo da perícia e da necropsia poderá confirmar a causa exata da morte. Agora, a Polícia Civil informou que aguarda os resultados da necropsia, dos exames toxicológicos e da perícia técnica do local.
Com esses dados, a investigação deverá definir se o caso será tratado oficialmente como morte acidental ou se haverá mudança de enquadramento.
VIZINHOS DO PROFESSOR FORAM OUVIDOS
Moradores da vizinhança também prestaram depoimento e, segundo a polícia, não relataram brigas, gritos ou qualquer movimentação violenta no imóvel no dia da ocorrência.
CAMPUS ARAPIRACA LAMENTA MORTE DE PROFESSOR
Testemunhas descreveram o professor como uma pessoa de convívio tranquilo e bem relacionada com quem morava próximo.


