Uma falha no processamento de dados da Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (SERIS) resultou na soltura indevida de Edson Bezerra dos Santos no dia 19 de dezembro de 2025. Embora o Juízo de Taquarana tivesse determinado a prorrogação da sua prisão cautelar em 16 de dezembro de 2025, o sistema registrou o…
Uma falha no processamento de dados da Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (SERIS) resultou na soltura indevida de Edson Bezerra dos Santos no dia 19 de dezembro de 2025.
Embora o Juízo de Taquarana tivesse determinado a prorrogação da sua prisão cautelar em 16 de dezembro de 2025, o sistema registrou o vencimento do prazo original e concedeu a liberdade ao acusado, que agora é considerado foragido pela Polícia Civil.
De acordo com documentos exclusivos obtidos pelo BR104, Edson estava detido no Presídio de Segurança Máxima (PSM) em Maceió.
No dia 16 de dezembro de 2025, o juiz Eduardo Ligiéro Rocha deferiu a prorrogação da prisão temporária por mais 30 dias, atendendo a um pedido da autoridade policial.
Entretanto, a ficha funcional de Edson no sistema da SERIS aponta que ele foi libertado às 19h12 do dia 19 de dezembro de 2025. A justificativa registrada foi “temporária expirada”, sob a alegação de que não houve decisão de renovação até o fim do prazo.
O erro técnico ou administrativo ocorreu mesmo com o mandado devidamente assinado e liberado nos autos três dias antes da soltura.
Quem é Edson Bezerra dos Santos?
O homem beneficiado pela falha do sistema prisional possui o seguinte perfil registrado nos autos do inquérito:
Idade: 32 anos (nascido em 07/03/1993);
Cidade de origem: Maribondo (AL), onde residia no bairro Planalto;
Profissão: Topógrafo;
Estado Civil: Solteiro.
Quais crimes o acusado teria cometido em Alagoas?
Edson Bezerra dos Santos é o principal investigado em dois homicídios qualificados praticados no município de Belém.
Os crimes ocorreram em sequência, nos dias 18 e 27 de setembro de 2025. As investigações da Delegacia de Homicídios apontam que Edson agiu com crueldade e demonstrou alta periculosidade.
O ponto mais grave do processo envolve indícios de “queima de arquivo”. Após ser preso, Edson indicou um homem chamado Anderson Gilvan como seu cúmplice no assassinato de um cidadão identificado como Cícero.
Pouco tempo após essa indicação, Anderson sofreu uma tentativa de homicídio, o que levou a justiça a entender que o grupo estava eliminando testemunhas e comparsas.
Investigação sobre a falha no sistema prisional
Em 10 de fevereiro de 2026, a Corregedoria da SERIS formalizou a instauração de uma Sindicância Administrativa por meio da Portaria nº 291/2026.
Uma comissão composta por três servidores terá o prazo de 30 dias para apurar a responsabilidade pela soltura irregular.
O Delegado João Paulo Canuto, da 5ª Região, já oficiou a Diretoria de Homicídios informando que Edson não consta no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), dificultando sua localização.
Acompanhe os desdobramentos deste caso em nossa editoria de segurança.
Fatos do caso:
Confirmado: A soltura ocorreu apesar da ordem judicial de prorrogação assinada.
Confirmado: Edson Bezerra dos Santos é considerado foragido da justiça.
Pendente: A identificação do servidor ou setor específico que autorizou a saída sem consulta ao BNMP.


