O jatinho que transportou o ministro do STF Dias Toffoli para a final da Libertadores 2025, em Lima, no Peru, também esteve no ano passado na região do resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), empreendimento do qual parentes do magistrado foram sócios.
Registros de voos mostram que a aeronave, em nome de uma empresa do empresário Luiz Osvaldo Pastore, realizou trajetos entre Ourinhos (SP) e Brasília em março e agosto, coincidindo com diárias de seguranças que acompanharam Toffoli nessas ocasiões.
As mesmas datas registram pagamentos de diárias pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), de São Paulo, destinados a seguranças que prestaram serviço ao ministro do Supremo em Ribeirão Claro.
Localizado à beira de uma represa e conhecido como destino de luxo, o resort Tayayá passou a ser destaque em meio a uma crise relacionada à atuação do ministro do STF nas investigações envolvendo o Banco Master.
A coincidência entre os voos, os pagamentos das diárias de segurança e a propriedade familiar no resort Tayayá tem gerado questionamentos sobre a relação entre as viagens do ministro e os gastos do serviço público.


